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quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Variações de um Rebelde #19

Um levantar calmo e bem leve. O corpo emite energia, uma reza e acorda com um espreguiçar e uma explosão de sensação de mais um dia. O sangue começa a passar entre os meus capilares em velocidade furiosa e o coração toma o seu batimento normal: batimento seguro e calmo.
Os sons começam a entrar-me pelos ouvidos e fazendo dar à minha visão as várias cores dos vários objectos que me rodeiam.
As janelas dizem-me que chove, o silêncio diz-me para fugir para a rua, o corpo balança, a minha cabeça não pensa. Age logo...
Na rua chove e as janelas não mentem as suas lágrimas. No céu nu e cru um olhar torcido, como se nada quisesse com a sua Terra.
Onde a multidão andava, sentia-me distante. Apenas os meus pés flutuavam sobre a nossa linda calçada portuguesa. Observava o cão rufia e abandonado a correr atrás do velho gato esperto e ágil. 
Onde o barulho abundava, estava eu pleno e sereno, completamente incessível. Apenas as pequenas sinfonias dos pequenos frutos de sorrisos na cara, e as velhas rolas que já estas paradas conhecem à muito, é que sussurravam nas minhas orelhas. 
Insaciável por algo, sem saber o que, continuo a andar...
A invasão do sentimento de querer tudo, sem saber como, conquista-me os nervos, e a minha cara facilmente fica com um contorno de interrogado.
Parques, ruas, praias, estradas...
Dia e Noite...
Peço autorização para entrar nestes locais...
Nada me respondem, apenas sopram entre os meus dedos....
Dentro destes locais a «s minhas mãos tornam-se húmidas e trémulas de tanta energia...
Aí sim, sou invadido e deixo-me invadir pelos meus pensamentos, palavras, poesia, cores, paisagens e sussurros....
Espaços como estes dão -me asas para lançar fogo a velas e incensos..
O meu sangue fervilha, ri-se e  palpita todos os dias.
Sinto que os delays espreitam os lugares vazios da minha cabeça, à procura de espaço para poderem ecoar e fazerem do meu coração um metrónomo. O vento sopra-me todos os dias para um vento que dê para velejar, um vento humilde e próspero para ir à bolina de mares nunca antes conquistados.
Sou um eterno apaixonado por letras e palavras, frases e construções alfabéticas que fazem os povos ligarem os seus sonhos e os seus portos de abrigo.
Colares, pulseiras, conchas, cores, terra
os meus apetrechos...
Sou apaixonado por todos aqueles que um dia me fizeram olhar para eles e lagrimar. Todos aqueles cuja sua mensagem me despedaçou e me fez acordar com outro estado de espírito e me alimentaram com repletas sinfonias de Viagens.
As castas que levo no meu bolso serão um dia para semearem quando estiverem prontas.
As cores Verde, Amarelo e Vermelho as minhas combinações de guerra.
O Sol e a Lua, os dois grandes senhores dos Céus a quem eu falo e penso tantas vezes e tantos dias, e que lhes peço iluminação nos caminhos escuros, calor quando está frio..
Metal, papel, Aço e Madeira...
Melodias e tempos são as minhas equações que tanto tento desmistificar....são as minhas não Utopias que tanto tento alcançar...
Na vida tento dar o meu máximo de Amor às pessoas mesmo sendo mal entendido. Dar abraços e segurança...dar sem receber.
"Viver e Dar"
Perdoar, ao meu inimigo...e amá-lo como o meu familiar....
Socorrer so que mais precisam, mesmo que tenha que deixar os que mais amo para trás. é Uma Natureza ingrata que tenho vindo a descobrir, é uma Natureza que me deixa dentro de um barco sem âncora, logo nunca posso parar.
***
A chuva no solo quente arrefece e causa fumaça. Esta entra tua janela e diz te para não ires. O chão vai queimar. 
Vou sim, descalço e sentir o que os meus antepassados sentiram na pele, pois só assim poderei falar e ser alguém e descobrir o bom e o mau.
***
Vejo os pilares das ruas e dos edifícios como anjos que nos observam e nos contemplam como se fossemos Gladiadores. Lutando e comendo-nos uns aos outros como abutres. 
Entre Bestas e Reis...
Entre Víboras e Rainhas...
Entre o qeu é e não é tenho a certeza que o passado já não posso mudar e o amanhã nunca saberei.
Dos meus fortes e longos braços sairá sempre Paz...
Falamos a mesma língua em diferentes modos...
***
Destas ruas me despeço, com novas sinfonias e energias na alma...

"Hoje já passou, mas se amanhã não acordar, ficará aqui assente que percorri os caminhos certos e amei o meu inimigo como todos os outros seres...ficará aqui assente que o Amor é a Rebeldia por a qual é tento navegar"

3 comentários:

Cynthia Brito disse...

Obrigada pela visitinha em eu blog, tbm vou te seguir. Gostei! Abraços.

Iúri Zúluri Revel Regueiro disse...

de nada cintiaaa

obrigado eu

aquela que fazes tremer disse...

És sem duvida dos seres mais lindos que tenho na minha vida.. e que orgulho e sorte a minha ;)
amo as tuas palavras, a forma como brincas com elas..tens cuidado e delicadeza em tudo o que escreves, tens cumplicidade com a escrita tal como tens com a música!
tu, a música, as palavras e as cores...

P.S. as minhas palavras sao sempre muito pequeninas comparado com o que escreves!
P.S.1. e se todos fossem como tu, que lindo e puro este nosso Mundinho seria!!