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quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Variações de um Rebelde #26

Variações de um RebeldeMatam o meu irmão...
Destruindo o meu País....
por nada...Por nada...

Todo o lado as ruínas aumentam e a maldade. As nações continuam a separar as cores e as palavras dos grandes...
Matam e não querem saber da semente semeada.
Ouro e Prata....ópio
As vozes fazem-se ouvir nos quatro cantos do Globo...é no mel das flores e na rebeldia das copas das árvores que a Natureza exprime a sua tristeza.
Rasgam-me o vocabulário todas as intrigas e lutas do Mundo. O cimento e o Petróleo....o Alcool e a Droga...
Quero comer pedra e terra...
A força de Mils Homens....
Do outro lado do mundo, uma menina com cabelso loiros e olhos de lince choram de tristeza e solidão....
***

"Nas ruínas dos Impiedosos quero jardins onde os meus filhos andem ...
Quero vinhas de vozes..
Esperança...
Ar...
Lágrimas de Alegria"

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Variações de um Rebelde #25 Fica no Meu Lugar

Arremessar contra o chão qualquer pensamento é não dar asas a outro voar. Pensar ou Sonhar?
Eis a questão...
Do solo vem a folhagem verde que pisamos no Outono, é sim na Natureza, no seio mais limpo e Verdadeiro deste espaço negro infinito que não conhecemos...É Nela que temos de dar Graças e Louvores pelo ar que respiramos ...
Dias azuis com pitada de cinzento aproximam-se....trazem nudez fria e crua com ele.
São dias entre janelas e passados à janela a ser enganado pelos impulsos dos meus ouvidos. Enganados pelos sons dos pássaros do meu vizinho...
Há dias que estar no silêncio era o que mais me apetecia, e sentir a virtuosa energia a pairar no ar de mãos dadas a mim.
Ver, ouvir, sentir...uma máxima que levo no bolso e tento viver e passá-la. 
Foi um dia, num momento de chá verde com maça e canela que vi algo. As pontas dos dedos fervilharam e abateu-se uma bola quente sobre mim. Acreditar no que ouvia era surreal...era ensurdecedor. Era lindo. Os pássaros pareciam Koras, o som das folhas das árvores pareciam cascas de nozes a cair do céu. Os ventos eram gritos de ansiedade. Era como estar num outro nível. Tudo era-me próximo e quente...a temperatura naqueles escassos segundos atingiu orgasmos e picos inimagináveis. Os gritos na minha cabeça eram como Metrópoles.
***
Da consciência vem o pensamento. Este filtrado dá-nos uma obra de arte. Musica, Dança, Pintura, Palavras, Humildade. É num circuito redondo e recto que circula esta nossa ambição de querer viver. Todos nós vimos da mesma relva, e é na mesma relva que nos vamos transformar. Relva. Ar, terra seca, pó...

Medo de quê?
O Guia está na ponta de um pequeno cordão que arde eternamente derretendo cera sem parar. A estrela que já não existe continuará a raiar no céu. Para quê chorar?
Abraçar a terra virgem dando-lhe o nosso sexo e fazendo-a ouvir...sim...regando-a de boas palavras...
Escrevo tradições e variações que não consigo prever sobre quem vai cair...a minha sede e doença torna-se tão mais forte que eu que os meus olhos vidram. Fecham-se em lágrimas.
É nas pedras de cores torradas que perco a minha imaginação e...

Fujo, sem me faltar as forças....o quente torna-se insoportável...e o caminho cada vez mais difícil... anda...anda...não fiques ai...vais te queimar..trás o fogo, e destrói a água.... trás a terra e sopra contra o vento...mistura banana com canela e come como se não houvesse amanhã...ri comigo...sim Ri quando temos que chorar...deixa-me abraçar-te quando temos qeu nos agredir...deixa-me ser tu e tu seres eu...Escreve quando tens que cantar...Vens? Vamos cair de costas quando temos que nos segurar...sem medos...Grita...Grito...o meu corpo fica de tal maneira fervilhante que nem um Batalhão de Mil homens consegue para ao meu lado...
Abrir os olhos e beber mais uma caneca de chá..mas agora sem açúcar...e ir até ao Equador.
Trazer Plutão e Júpiter comigo...tu, eu , aquele e aquela...caminhar descalços e rebolar nas lindas terras Vermelhas que África um dia me deu...cheirar as cordas dos instrumentos, e saborear a batucada dos tambores.
***
"Quando um dia fechares os olhos e pensares que nunca mais os abres, Acredita...e baixa a cabeça perante aqueles que te observam de cima para baixo. Sorri e escreve sem abrires os olhos, Paz, no chão...sim escrever com a ponta dos dedos...Quando as forças estiverem mesmo no fim e a chaga for bem pesada, agarra-a e faz dela a tua bengala...quando as lágrimas despedaçarem as tuas pestanas e abrires os olhos...diz me o que vês..."
Quando Deus me sussurrou isto ao ouvido... senti-me bem pequeno...pensava que tudo fosse desmoronar sobre as minhas construções de areia.

Então perguntei:

"Meu grandioso Rei...(silêncio) se eu ficar deste tamanho o que vou ser eu?"
O silêncio foi eterno...
Nos meus olhos senti os olhos da minha eterna árvore Polonga que descansa em paz num sitio que nunca me disse. Um olhar cinzento e bem infinito e vazio...parecia que tudo naquele olhar fazia sentido. Na pele das minhas mãos senti uma pedra pomes, peles ásperas e rasgadas da guerra como as do meu eterno Pai...
***



O Sorriso de hiena não é confiado...
Nem no  Sol do Meio dia vai me queimar as dobras do corpo
O fato de Rei não é meu...
Ficar calado jamais...
Leão esfomeado...
O tempo não para...
O vapor urge...
 Malho o ferro enquanto está quente...
Para quer chorar se posso rir?

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Variações de um Rebelde #24 Mundo Perfeito

É de firmeza e dureza feita o tecido que me cobre a carcaça.
Algo não me deixa voar nem fugir para o tecto do meu quarto.
Tecto de Sol, estrelas e Lua...
Afinal de contas como subir sem cair, como o pequeno ganha ao mais pequeno?
Variar as melodias e solos no meio de tempos incertos...
Ganhar a luz de inspiração e perfurar até ao sexo das árvores em busca do padrão perfeito... Toco o que sinto, e o que sinto varia de dia para dia...é incerto mas ao mesmo tempo é genuíno...
A minha mão acaba onde a tua guerra começa.
Não é em guerra que quero estar...mas sim quero estar entre dois jardins a contemplar os confins da melanina entre raças e humanidade. Explorar os seus tecidos humanos e os seus limites.
É no mar que me perco mas é na terra que nasço.
Resumo-me a nada quando estou neste tempo, fico em pó quando "ele" pára. Desce Júpiter e Neptuno para regar a sua ira no meu chá verde que bebo como se não houvesse amanhã. É nos confins das palavras que encontro a minha almofada e é nestas palavras que descarrego as minhas insónias. 
***
Quando era (sou) pequeno viajava sem destino sempre pensativo. Voava e rugia.
Reparava no minuto que passava pelos meus olhos ao sabor do vento. 
Hoje Renovo-me pelo futuro que é a Natureza. 
Liberto-me pela energia daqueles olhares apelando à piedade...

Mundo Perfeito
De onde a onde vai a minha liberdade?
Um dia Deus disse me ao ouvido:
"Quando estiveres cansado não te sentes....continua...pois quando chegares à paisagem linda que fiz para ti, vais ver que o que sofreste não foi em vão. A tua cruz acaba onde a Terra Prometida começa"

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Variações de um Rebelde #23 Sotaque de Terra

É nos socalcos da terra castanha, árida e seca que ouço os seu sotaque. Sim, ouço o seu falar e a sua tristeza. Vejo as suas lágrimas em forma de pedras redondas, quadradas, castanhas, vermelhas,, cinzentas....Elas gritam a mesma língua que eu, pedem para eu as amar.
O céu reluz o seu cinzento de Inverno duradouro e frio...das pedras faz estilhaços.
É nos socalcos da terra ainda por escavar que me encosto e leio as suas frases de poesias ao sol poente e nascente, leio as suas frases escritas nas raízes que rasgam o solo e fazem crescer o milho e o centeio.
Na janela do campo ao lado o senhor olha para mim com cara de desconfiado. Olha-me com cara de querer tirar-me desta paisagem para sempre.
***
Encontrei-me neste terreno, onde a língua da terra é a mesma que a minha, mas com uma diferença...

Ela ouve-me mas não me responde
Na minha vida é na terra que trabalho, e é dela que vivo, assim como o peixe da água. A atitude de rumar com a inchada na sua pele é bem visível nas minhas mãos inchadas e feridas. Uma dor que se sente no corpo e reflecte-se no meu olhar. A questão do fruto e da flor é eterno....
O Paradoxo da minha vida é constante...gostar ou não gostar, ver ou não ver, sentir ou não fugir...ir ou fugir.
As migalhas da frágil terra fazem-me ajoelhar sobre elas e gastar o meu pobre tempo que me falta nesta mesma terra a guardar estas mesmas migalhas...e esperar encostado nos socalcos...
Esperar até que o tempo me extermine e me torne parte da Terra que me fala e eu não ouço.... 

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Variações de um Rebelde #22 Em busca da Paz...


Não existe coisa mais triste que não ter Paz. Um sítio onde puder sentar e apreciar a pela perna e cabelos exóticos que cobrem a calçada num final de tarde onde o sol nos goza e nos conforma.
Puder amar e ser sonhador...Sim ser sonhador e transfigurar o real. Tenho sede da minha loucura de viajar, ensinar, e contar tempos partidos ao som das belas teclas pretas e brancas a riscarem-me o sorriso de Jazz. As vibrações rezam ao meu ouvido um novo segredo...Dizem-me que vou ter de viver com isto...viver com a desconfiança do dar a mão. O viver para Viver e Dar...
Os olhos dos homens que me olham de lado tornam-se tão pesados que por vezes tenho receio...Agradeço àqueles arrepios que por vezes vêm-me à flor da pele e me fazem rir e seguir sem medos. Poder sonhar acordado e assobiar como uma andorinha é uma dádiva que agradeço todos os dias...
Esquilo num canto de uma árvore à espera de uma simples bolota fresca e água pura...
Borboleta no ombro e Júpiter a gritar sobre a minha cabeça...
Quero ser alguém para dar a mão sem me olharem de lado e julgarem as minhas acções...
Quem me dera ser Sol e raiar todos os dias...
Mas quando vem a Bossa...diz-me que a vida é mesmo assim, com um sabor curto e pequeno de uma laranjada bebida pela palhinha rota...
Não queria nunca chorar de tristeza, pois isso mata-me um pouco todos os dias....
Mas tenho de sofrer e chorar...
Tenho que querer...
Tenho que te perder...
Tem que ser tudo isto triste? Não sei mas que nos dias de chuva e cinzentos aqueles cabelos loiros com nozes e iogurte me fazem babar lá isso fazem...
A minha alma não descansa nem faz nem desfaz...
Sofro com uma cruz cheia de farpas e bem pesada nas minhas costas...
Conformo-me apenas com umas mãos calejadas e sorrisos de crianças e pessoas, que me alimentam o ego e mexem comigo como o balançar sincopada do Bémbé.
***

Lá vem a dor de cabeça e a tristeza outra vez, com a companhia de uma nuvem cinzenta para me embater na cabeça. 
Sou sim sonhador, muito...
Choro...
Rezo...
Apaziguo...
Quero...
Viajo...
Sofro...
Tenho que querer tudo, para puder dar o valor ao nada que não quero....
Estranho não é?
Tenho tantos amores que é difícil dar atenção a todos, e esses amores não sabem disso...e espero que não leiam as minhas palavras de desabafo..
Fui tantas vezes morrer àquelas imagens e letras, cadernos, praias e caminhos...lembrar os meus velhos tempos de garoto insaciável por ver e conhecer...mas sim muito mais tocar....
Hoje quero-te e sofro contigo...quando me tocas e eu te toco...
Hoje, ontem e a manhã vou sofrer por dar a mão e ser mal interpretado...
Hoje vou ser diferente e virar as costas ao Mundo!? 
Mas quando olho sinto-me cobarde...Pois Júpiter é bem mais tempestoso e maior...Não tem água nem ar...
Ando numa corrida invejável e cansativa em busca de justiça...de saco e vara na mão
Quero viver e dar....não te quero a ti nem a tua ajuda...
Mas antes disso deixa-me morrer um pouco até amanha na minha paz de espírito que hoje não me deixaram ter....
A Gravidade hoje foi tanta que andava de queixo baixo e bem de marreco...O céu molhou-me de forma diferente e nem os ecos dos overdubs me animaram!
Quero Viver, sim? Não me amarrem nem me levem para a ilha que todos têm medo, pois lá o tempo passa mais rápido....
Não quero ir nem hoje nem amanhã nem nunca...quero ficar aqui a ser atraído pelas pernas da Lua e pelo seu olhar que me faz de 15 em 15 dias....um olhar cheio e atraente que me faz cometer as minhas pequenas traições...
A viajem não para e o tempo esgota-se...
Quero amanhã morrer num sítio bem isolado, apenas com o mar e o meu jasmim ao lado, na sua barriga..e com as mão dela na minha cabeça a enrolar-me o cabelo.
Hoje estou tão cansado que até as raízes que tenho agarradas no cabelo me pesam...
Hoje queria agarrar num escadote e subir ao sol e sentar-me bem aconchegado, pois o meu quarto é muito frio e não tenho cobertores suficientes para me aquecer...
Sim subir ao Sol e nunca mais olhar para este mundo...
Um Mundo cheio de tesouros que caem sempre em mãos erradas...
E tu? ela e ele? Eu e nós?
Os vales são longe mas chego lá...vou sair daqui....
***
Não existe coisa mais triste que não ter Paz...
Não existe coisa mais triste que não ter Paz...
Não existe coisa mais triste que não ter Paz...
Não existe coisa mais triste que não ter Paz...
Não existe coisa mais triste que não ter Paz....
La la la la la la la la la la la la.....


quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Variações de um Rebelde #21

"Dentro deste campo, é reconhecida a invasão do elemento. Falando a mesma coisa em diferentes ventos...Vem de Norte, Sul, Este e Oeste...O cereal, choca com o aço, assim como o papel choca com a madeira. Todos eles constroiem os nossos tectos que nos protegem do mais grandioso e templário céu. Ruge e rasga-se em dia e noite todos os dias...Mais e mais...em frente 
Gloria aos céus que nos suportam e nos acolhem de oxigénio.
Grita a conquista da Cultura e do Tempo que corre na ampulheta. Grita o Amor, que corre os sete sóis da China ao Brasil...
Quero sentir esse Teu Amor, tocar nesse Teu amor, respirar esse Teu amor...
No sangue corre a poeira e as pegadas...
Roubaram-me e Invadiram a minha Vila...
Os Impiedosos..."

Wadada 

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Variações de um Rebelde #20 Luz sobre a Escuridão

Pois as luzes foram feitas para iluminar e entre elas, os espaços vazios para nós adormecermos....
Luzes cósmicas e retoques de sabedoria...reduzem-nos a Pessoas magnetizadas que nos atraímos uns aos outros em forma de ímanes que não se separam como as nuvens  e o Sol.
Há quem diga reluz, há quem diga que nunca seduz...
Há quem diga que sente,, há quem diga que Ela mente...
Há quem nunca a agarrou, há mesmo que já lhe tocou...
Quem lhe tocou não ficou cá para contar...
Quem a vê, faz como eu...
Escreve até a luz nunca mais acabar...

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Variações de um Rebelde #19

Um levantar calmo e bem leve. O corpo emite energia, uma reza e acorda com um espreguiçar e uma explosão de sensação de mais um dia. O sangue começa a passar entre os meus capilares em velocidade furiosa e o coração toma o seu batimento normal: batimento seguro e calmo.
Os sons começam a entrar-me pelos ouvidos e fazendo dar à minha visão as várias cores dos vários objectos que me rodeiam.
As janelas dizem-me que chove, o silêncio diz-me para fugir para a rua, o corpo balança, a minha cabeça não pensa. Age logo...
Na rua chove e as janelas não mentem as suas lágrimas. No céu nu e cru um olhar torcido, como se nada quisesse com a sua Terra.
Onde a multidão andava, sentia-me distante. Apenas os meus pés flutuavam sobre a nossa linda calçada portuguesa. Observava o cão rufia e abandonado a correr atrás do velho gato esperto e ágil. 
Onde o barulho abundava, estava eu pleno e sereno, completamente incessível. Apenas as pequenas sinfonias dos pequenos frutos de sorrisos na cara, e as velhas rolas que já estas paradas conhecem à muito, é que sussurravam nas minhas orelhas. 
Insaciável por algo, sem saber o que, continuo a andar...
A invasão do sentimento de querer tudo, sem saber como, conquista-me os nervos, e a minha cara facilmente fica com um contorno de interrogado.
Parques, ruas, praias, estradas...
Dia e Noite...
Peço autorização para entrar nestes locais...
Nada me respondem, apenas sopram entre os meus dedos....
Dentro destes locais a «s minhas mãos tornam-se húmidas e trémulas de tanta energia...
Aí sim, sou invadido e deixo-me invadir pelos meus pensamentos, palavras, poesia, cores, paisagens e sussurros....
Espaços como estes dão -me asas para lançar fogo a velas e incensos..
O meu sangue fervilha, ri-se e  palpita todos os dias.
Sinto que os delays espreitam os lugares vazios da minha cabeça, à procura de espaço para poderem ecoar e fazerem do meu coração um metrónomo. O vento sopra-me todos os dias para um vento que dê para velejar, um vento humilde e próspero para ir à bolina de mares nunca antes conquistados.
Sou um eterno apaixonado por letras e palavras, frases e construções alfabéticas que fazem os povos ligarem os seus sonhos e os seus portos de abrigo.
Colares, pulseiras, conchas, cores, terra
os meus apetrechos...
Sou apaixonado por todos aqueles que um dia me fizeram olhar para eles e lagrimar. Todos aqueles cuja sua mensagem me despedaçou e me fez acordar com outro estado de espírito e me alimentaram com repletas sinfonias de Viagens.
As castas que levo no meu bolso serão um dia para semearem quando estiverem prontas.
As cores Verde, Amarelo e Vermelho as minhas combinações de guerra.
O Sol e a Lua, os dois grandes senhores dos Céus a quem eu falo e penso tantas vezes e tantos dias, e que lhes peço iluminação nos caminhos escuros, calor quando está frio..
Metal, papel, Aço e Madeira...
Melodias e tempos são as minhas equações que tanto tento desmistificar....são as minhas não Utopias que tanto tento alcançar...
Na vida tento dar o meu máximo de Amor às pessoas mesmo sendo mal entendido. Dar abraços e segurança...dar sem receber.
"Viver e Dar"
Perdoar, ao meu inimigo...e amá-lo como o meu familiar....
Socorrer so que mais precisam, mesmo que tenha que deixar os que mais amo para trás. é Uma Natureza ingrata que tenho vindo a descobrir, é uma Natureza que me deixa dentro de um barco sem âncora, logo nunca posso parar.
***
A chuva no solo quente arrefece e causa fumaça. Esta entra tua janela e diz te para não ires. O chão vai queimar. 
Vou sim, descalço e sentir o que os meus antepassados sentiram na pele, pois só assim poderei falar e ser alguém e descobrir o bom e o mau.
***
Vejo os pilares das ruas e dos edifícios como anjos que nos observam e nos contemplam como se fossemos Gladiadores. Lutando e comendo-nos uns aos outros como abutres. 
Entre Bestas e Reis...
Entre Víboras e Rainhas...
Entre o qeu é e não é tenho a certeza que o passado já não posso mudar e o amanhã nunca saberei.
Dos meus fortes e longos braços sairá sempre Paz...
Falamos a mesma língua em diferentes modos...
***
Destas ruas me despeço, com novas sinfonias e energias na alma...

"Hoje já passou, mas se amanhã não acordar, ficará aqui assente que percorri os caminhos certos e amei o meu inimigo como todos os outros seres...ficará aqui assente que o Amor é a Rebeldia por a qual é tento navegar"

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Variações de um Rebelde #18

Todos aqueles sabores da Vida, coisas subtis e simples como o simples respirar e o simples verter dióxido de carbono sobre toda a areia fina. O sabor do formigueiro do corpo quando estamos em repleto sofrimento. Sim, o sabor do arrepio e da procura da formula que à milhares de anos procuramos, a fórmula do porquê, a formula da questão.
O sabor do assobio, de nos deixarmos ir à subtileza de uma porta e debruçarmos o dedo sobre uma campainha, a porta a abrir-se e estenderem-se umas mãos e um sorriso para nos auxiliar. O sabor do suor a escorrer-me nas costas enquanto risco a atmosfera de ar meu. Não tenho medo, nunca, nunca....
Nunca seria loucura ir atrás de algo que nunca tive, ir atrás de sons, cores, pessoas, palavras, folhas, ondas, peles, terras, ir atrás de sofrimento e peso dum peso.
Correr atrás do quente pois aqui está frio, as minhas mãos húmidas e fracas.
Na rua vagueio com o meu passo ligeiro e vejo a minha irmã ao fundo da rua, brincando com a sua travessura...vejo o senhor sentado ao frio, por volta das 23:46, no canto da escadaria à espera da sua morte que nunca mais lhe bate à porta...a minha querida e amada mãe de que mais orgulho tenho e mais tenho, a chegar a casa cansada e derrubada do duro trabalho que tem, para arcar com dois filhos onde o pai nunca esteve perto, mas que muito nos ama.
As fotografias mudam e as molduras mantêm-se as mesmas...
Repleto de doenças e ruindade...esta terra seca e que muda de cor todos os dias...
Nas veias corre-me sangue... mas por vezes....
A raiva e a fúria descontrolam-me o olhar e os movimentos...
a minha cabeça...
tudo passa a strobos e em flashes tudo é pedra e tudo eu destruo-o...
Apetece-me cuspir em cima de tudo e tirar o tapete debaixo da porta e sacudir as poeiras para cima do chão e  pisar como se não existi-se amanhã.
***
Não consigo dormir, tudo é pesado e tudo me chama a atenção. O descontrolo é tanto que o corpo não para de me consumir a água que tenho, o coração bate e rebate, correndo atrás da quietude.
Na cabeça...

Cores, imagens, sonhos, tristezas, medos, arrepios...
***
Nos meus lábios:
Meu Deus...se estás aí dá-me só uma pequena luz...o descontrolo anda me a subir à essência e a vontade de querer devastar começa a ser a minha sede. Quero água da chuva para beber, e maravilhas para descobrir. No meu mundo não há a tristeza que encontro quando venho cá abaixo à Terra. No meu mundo a as sementes são o meu sabor e o meu alimento, e tu ensinas-me a criar o gado e a seu a tua ovelha. Aqui neste Mundo querem quebrar as correntes que tenho. As correntes da liberdade. Querem-me libertar para a ruindade e para a ganancia"
Só eu sei, e tenho a certeza que as minhas pegadas aqui vão ser curtas. Mas a Natureza do Homem perante a Natureza é assim...irá sempre contra Ela.
Um pássaro vem a esvoaçar, o Homem vai aniquilá-lo.
Um Homem cai no chão , ninguém o vamos apanhar...
A criança quer falar, o Homem nós vamos lhe bater.
***
Sagradas paredes que seguram o Mundo, paredes negras e profundas onde o infinito procura encostar-se...As estáveis órbitas que nos vão segurando, os magnetismos que nos vão orientando...a tristeza que vão criando ao longo do chão onde foram enterrados Homens que a Vida deram por nós...
O meu sabor pela loucura, fervilha e estremece-me como uma pedra caída num poço. O verbo querer é o verbo mais dito na minha cabeça, com respeito e equilíbrio...
Todos os sabores que me correm nas veias, são sementes que me corroem...Sementes...
 

sábado, 30 de outubro de 2010

A ti Sandra...

Caros leitores quero fazer o meu 200 post dedicado a uma pessoa...
Desde já quero agradecer a todos os leitores por terem mantido de pé este pavilhão
Desde já a todos Obrigado
***
Foram dias e parece anos. A flor cresceu no meu pequeno pátio...fui regando ...umas vezes melhor outras vezes pior. Foram havendo trovoadas e nunca deixaram de existir como é óbvio. É de bom grado que agradeço-te por tudo o que fizeste por mim até agora. Aquele teu toque que sempre nos envolveu...aquele toque que nunca nos foi indiferente. Os nossos olhares ao som das mornas Cabo Verdianas, os nossos passeios a fazer caretas a toda gente, as tuas quedas com os atacadores desatados no meio da rua, os nossos gritos no meio da autoestrada em plena Lisboa, as nossas corridas que mais parecem passeios de idosos...
Os meus segredos e o teu carinho a ouvi-los.

De carta apenas te escrevo...

"Se morrer hoje quero que saibas que és a minha melhor amiga o meu porto de abrigo e a pessoa mais especial da minha vida. Se eu fechar os olhos hoje, levo um cabelo teu envolvido comigo e nos meus longos e enrolados cabelos, pois vai servir de almofada com o teu cheiro"
Para ti Sandra, da pessoa que se rendeu à tua pessoa e ás tuas duas cores... 
Iúri Oliveira

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Variações de um Rebelde #17


"Quem consegue aquilo que deseja, conseguirá erguer montanhas e mares, mover Luas e Sóis.
Quem consegue aquilo que deseja foi porque a cruz carregou, céus  trepou e muito caiu e muito se levantou.
A matemática de Deus continua com o seu mistério, mas Seus resultados continuam Perfeitos.
A Ira, a Misericórdia, a Vinha, a Pureza, os Montes, as Cores, o Fogo, a Flor, os Muros, Nós.
Quem consegue aquilo que deseja é porque no Livro da Vida assim o citou"
in, "Variações de um Rebelde  #17" por Iúri Oliveira

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Variações de um Rebelde #16 Eu, meu rumo...

Hoje a variação soprou num rumo diferente...
...Rumo a mim
Eu, Iúri Oliveira, fruto de mistura entre um negro fugitivo e uma branca camponesa, fruto de União e Esperança. Há 21 anos que piso o Perfeito jardim Mundo que muitas maravilhas me deu e me dá.
Munido de Vida e de poucos sorrisos, o meu livrinho está aberto aqueles que merecem cá entrar. Vagueio por Reinos e Terras onde muita bondade e maldade de misturam como aguarelas numa telas. O Mundo faz parte da minha filosofia e o espiritualismo torna-se a minha concepção e visão para o Universo.
...Deus é a fachada e os pilares de tudo aquilo que eu sou e constru-o
Sou egoísta ao ponto de querer ajudar tudo e todos os que precisam, e a minha fraqueza de ter de aceitar aquilo que não posso mudar, torna-se cada vez mais pesada na minha cabeça. Sou um observador ao ponto de até as águas dos rios correrem me fazerem confusão. Tudo para mim da vida são orgasmos e misturas de sabores que combinados são os meus sonhos. Sou um sr maravilhosamente feio e cheio de tudo aquilo que me rodeia.
Tive um percurso de vida cheio de esperança e emoções, cheio de histórias e decisões de caminhos que hoje só cruzes que eu tenho que arcar e dar valor assim como todas as outras coisas e pessoas que se cruzam na minha Vida.

Nas margens do rio, o arroz...
No pescoço dela, um terço...
Na minha cara, rugas e sinais...
No céu, uma nuvem...
No Livro, um traçado a carvão....
Nas minhas mãos, a simplicidade...
No cabelo dela, uma almofada...
No meu sonho, o esquecimento...
Na Terra, as muralhas e fronteiras...
No meu Jardim, um jasmim e um Bonsai...
No horizonte, nada...
No nevoeiro, a esperança...
Na Fantasia, Eu...


Vejo o Mundo por uma fechadura de uma porta de uma sala de estar onde se encontra o meu palco e o meu eterno descanso. Sala onde a relva é regada com as minhas lágrimas e iluminada com o meu pequeno e pobre coração.
Sou arrogante e frio para mim mesmo. Sou desorganizado ao ponto de até na minha escrita me perder e da minha cabeça se dissipar no infinito.

A minha raiva, emoção e fúria, chega a ser tão vincada  e monstruosa, que me dá vontade de chorar e desaparecer.
Sou um paradoxo constante em tudo o que digo e faço.
Os pensamentos e palavras que atiro pela janela fora, embatem no chão como verdadeiras pedras de calçada e enchem o chão de rubis e pedras de mármore que fazem do alcatrão solitário e escuro, um espaço de brilho e cegueira, onde nada se vê, tudo se sente.

A ampulheta não pára...mas comigo parou...
Hoje sou nada, mas mais que nada eu fui...
Hoje estou perdido, espero que amanhã não me encontrem...
Hoje sorriu para me dar força e amanha choro até haver um diluvio...
Hoje o Universo divide-se e viaja em paralelo...Fico sem saber o que pensar...
Quanto mais dou, menos querem receber
Quanto mais respiro, mais me querem sufocar
***
Vivo numa Sociedade que me observa e me oprime todos os dias. Sociedade que me olha e me dá os troncos das suas vinhas cheias de ira e inveja. Uma democracia onde fujo das suas garras e correntes; Fugi das tentativas de misturas do petróleo com a água e que depois nos dão de beber nas suas bicas servidas por ladrões de fato e gravata.
O Povo viaja nas igrejas e altares implorando Misericórdia...
"Como podem eles pedir piedade, quando são eles próprios a serem Impiedosos"
Ambicioso em quase tudo, determinado em tudo. Tenho os meus medos e os meus receios do que os ventos e marés, possam fazer ao meu jardim.
Sou um eterno insatisfeito mas sinto sempre tudo a conspirar comigo.
Energias, Musica, Alegrias, Ares...
Durante a minha curta e jovem vida fui julgado bastantes vezes por fazer o "suposto" bem, julgado por agir correctamente, julgado por dar sem receber, julgado por ajudar a pessoa quando a pessoa precisa, julgado por não dar quando a pessoa não precisa, julgado por falar a verdade e julgado por não falar a mentira.
Tudo isto me faz pensar na grandiosa obra do Mundo criada pelas mãos de Deus...
...Jerusálem
Questionei-me sobre fazer o bem ou o mal, sobre o que está correcto ou incorrecto.
Não ando nestes campos para dar graças aos bens materiais, mas sim para dar graças Àquele que tudo perfeito criou e da relva faz o pão para nos alimentar...O Fiel Pastor
A minha cabeça...uma parede de cortes e recortes de bons e maus momentos, onde tem uma janela para contemplar o Sol do dia e a Lua da noite...
Tenho imagens, notas musicais, acordes, letras, palavras sensações, nuvens, Músicas, sabores, livros, desejos, incensos, chuva, Amor, Viagens, Pessoas, Lábios, toques, segredos espaços vazios....
O Bom da minha Vida é apenas eu ser mais um, mais um num barco à vela com um baú às costas e uma bússola que me orienta e me dá as coordenadas para traçar a minha rota e deixar os marcos da minha presença.
Orientação Perfeita

Não sei o que sou, não consigo mais..mas sei para onde vou e o que quero. Tenho a força de mil-homens, choro até criar oceanos, rujo até me faltarem as forças. A minha fé torna-se tão viva e reluzente que fico ecoando a minha voz. Largarei fogo sobre impiedosos, tirarei a minha camisa aos que nada os aquece. Irei olhar nos olhos frente a frente àqueles que durante anos me fizeram de cego. A dor jamais sentirei...
Venham Mil-Homens, caminhem comigo para onde as ondas se espraiam.
Este sou eu, o eterno solitário que magoará sempre os seus para um bem melhor. O Eterno infeliz e curvado. No meu coração há aquela sombra que me comanda. 
Este sou eu ...
O Rebelde...
"Falo daquilo que observo. O que não observo são sentimentos como as minhas respirações. Respirações que rolam."

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Variações de um Rebelde #15

Em pequenas controvérsias da vida e do meu pequeno e ventoso coração, tudo aquilo que  é real torna-se Fantasia.
Na minha cabeça forma-se ilhéus e tornados de pensamentos. Tudo é confuso e tudo é claro como o céu.
Por vezes as janelas abrem e tudo em minha casa voa lá para fora.
"Tudo fica no Ar"

As sinfonias de reflexos levam-me à loucura de correr e pairar no "nada".
A areia que me passa nas mãos torna-se fina como água. Somos todos matéria triste com espírito e o "tic-tac" de um relógio. A vinte e um anos eu era talvez um pedaço de granito, hoje sou carne, ossos, pele e cabelo, amanha talvez seja relva.
Não é para qualquer um viver em sintonia com tudo.Viver alinhado como um comboio...
"A Natureza"
Reina num trono um Rei sem coroa cuja sua ira move e cria as Bestas da Terra, as Aves do Céu e os Peixes do Mar.
"Seres"
A Terra de Ninguém onde tudo o que queremos ser é o Tudo e esquecemo-nos que é no Tudo que caminhamos.
***
Observo todos os dias na esperança do querer e não querer, nada é finito e nada é por mero acaso.
"O Castanho do âmbar, o tornado da borboleta e os canteiros de água"

***
Ás vezes quero falar de tanto e tanta coisa...quero saber e conhecer tudo de tantas áreas...quero tanto...que acabo por sair pela minha janela e perder-me no vazio da minha ignorância.
Sim... Aquele vazio que me dá a Sabedoria de poder acalmar contemplar tudo aquilo que NÃO posso mudar
***
Todas as energias que me rondam...Sim quero-as a todas. Quero ser um pedaço e Tu a outra metade. Quero que sejamos UM.
Eu
Sinto que ainda ando à procura do meu espaço. Aprendo as minhas "Origens" para encontrar o meu caminho para o meu ninho.
O Respirar por vezes já me começa a custar, mas até fazer tudo aquilo que eu quero, ainda tenho muita pedra para saltar.
Ao caminhar, a areia fica cada vez mais fina e fofa...
Pergunto me:
"Quando é que o Sol me toca e a Lua dá cor à noite ao meu lado?!"
Quando é que a Fantasia passa à Realidade?
O Frio já incomoda o meu bem estar na areia. Torna-se mais complicado para escrever com o meu velho lápis nas minhas soltas páginas que me dizem muito.
"O Sol veio e a inspiração do pequeno Rebelde voou..."


quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Folhas Soltas#4

Riu para não chorar tais passadas do tempo que não poso voltar a trás. Sigo os passos do meu amigo, para a Terra de Ninguém, sinto o ar fresco do sítio onde vou morar. Talvez folhas soltas, talvez cinzas, mas o certo é que a Orientação e a Frescura deste meu sítio me vão inspirar....
Ontem, fui...
Hoje sou...
Alguém...
Amanha?
Só me apetece ficar, para trás como uma criança contemplada no carro vermelho que passava horas a brincar....
Custa a passar....
Sem aquela cor castanha do seu olhar e o embrulhado dos cabelos dela no meu rosto...
Estes passos...estes sonhos...

Uma mulher bonita assim..o que quer de mim?

sábado, 14 de agosto de 2010

Variações de um Rebelde #14

Passo a passo revela-se tudo, mas o sapato está gasto de tanto trilho irregular e robusto, onde a soberania das pedras ousa apertar a sola do meu calçado e a areia leve e fina em tapar o meu rasto. "Aquela" que tudo desafia mudar e alterar, colocou hoje a sua mão no seu "Castelo de Areia".
A confusão gerada foi tal que tudo parecia incontrolável,
Sim, tudo incontrolável
Das pegadas secas e estreitas fizeram-se ventos que transformavam o fogo em água, o verde em vermelho, o frio no gasoso e o quente em líquido.
O pequeno assobiou parou e o balanço pairou ao som do silenciar do assobiou.
Em tudo isto "ela" uniu dois jardins dos mais bonitos que eu já vi. Jardins de gereberas e tulipas. Jardins onde as suas relvas eram pisadas por flautistas e trovadores. Suas poesias eram pequenos grandes sois e luares, eram caminhos e rodopios. Os laranjas, castanhos vermelhos e verdes escuros dominavam e reluziam o reflexo do céu azul.
Da nossa montanha não queria eu mais sair
Sentei-me e respirei. As grossas folhas do livro que eu tinha nas mãos, ansiavam pela sua leitura e apreciação.
Para onde vão as ondas?
Frase em estado de repetição na minha cabeça juntamente com um misto de sensações e Deuses que me aconchegavam as lágrimas que cobria as minhas "meninas dos olhos".
Tudo o que eu pensava na minha cabeça era cantado a quatro vozes, acompanhado por um desejo grave de abanar a cabeça até tudo se sumir e apresentado num palco, num corpo ou até mesmo num nada.
Aquele vento fresco e limpo lavava-me a cara e tudo aquilo que eu tentava cantar.
As letras e palavras tropeçavam aleatoriamente sobre este pequeno poeta que perdura neste mundo à rios e relógios de tempo. Estes mesmos relógios e despiram-me a alma e sem palavras me deixou...
Não sei...

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Dilema...

Queria alcançar aquela pequena luz, mas o dilema do mar e terra era demais.
Tudo me fugia e o meu olho tremia com tal velocidade que nem a velocidade do pensamento me tocava. Voava minha cabeça aberta sem chão e sem asas. O silêncio rugia de tal maneira no ouvido que ali tudo debitava harmonias. Terra branca e céu azulado, parecia poesia escrita pelo velho cego que ali passava.

***
Imaginem tal chama que não tem medo das escuras...
***
Há pessoas que controlam a luz da Vida, essas mesmas nunca caem na escuridão, pois a fé arde eternamente em todos aqueles que a permanecem no coração...

segunda-feira, 12 de julho de 2010

terça-feira, 6 de julho de 2010

Solta se o beijo...



Vou ser um pouco egocentrico..mas pronto, apenas uma comparticipação minha numa banda...espero que gostem

terça-feira, 15 de junho de 2010

Variações de um Rebelde #13 Velho para Sempre

Sim, é ali que tudo começa. Uma semente, um jardim, um feto, um Ser. Um Ser regado com alma e depois atirado para o Jardim Mundo. Quando pensei que tudo desabaria, comecei a sorrir e a palrrear, quando pensei que não passaria dali, os meus passos foram mais fortes que me fizeram caminhar para um passo futuro. Quando pensei que o céu seria o limite, as palavras conseguiram ser ouvidas em Marte. Quando fechei os olhos e pensei que fosse o fim, houve Alguém que me empurrou para a superfície e me disse:
Estás a Salvo
O meu rosto ficou de tempos a tempos queimado de toda a energia solar e temperatura que se fizera sentir naquele caminho.
E se o Sol fosse Deus?
Com o tempo, mais queimado fui ficando, e juntamente comigo, foram os relógios do tempo, as páginas, as minhas mãos abriram calos trémulos e dolorosos, os meus cabelos secaram e foram quase cinzas ao vento, as minhas pernas foram raízes secas e doridas do tic-tac do relógio da Vida.
Com o tempo os olhos foram vidro brilhante e cada vez mais poço sem fundo. Os meus dentes foram ficando marfim imortalizado e cintilante. Cada ruga do meu corpo gritou uma história de Felicidade, Tristeza, Positividade, Angústia...todas elas formam um puzzle chamado Eu.
A Natureza traiu-me com um veneno essencial e saboroso da vida...
O Ar, Água, Fogo, Terra...
Obrigou-me a  acartar com os seus maravilhosos feitos como chagas.
Tic-Tac
O tempo passa e o corpo deixa de funcionar, a visão fica fraca, o sorriso amarelo, a cara encarcerada, as mãos desfeitas....A Alma....

A Alma...Rica, Reluzente, Radiante, Maravilhosa, Majestosa e Verdadeira...
A Alma...Exuberante e com Páginas para todo o Mundo Ler...

Um dia, a Natureza vai -me chamar, e nem eu nem ninguém irá fugir ao seu chamamento. Sem medos vou-me atirar de costas para ela e fazer parte dela. Vou ser o que ela bem entender.
Um campo, um pedaço de céu, um oásis ou ate mesmo uma Utopia.
Não será um fim tenho a certeza, pois nada acaba, tudo se transforma. 


"Consegues ver aquela luz ali? É nela que tens que caminhar. E mesmo que sintas as sombras dos vales  e montes a rondarem-te, não temas. pois a Luz é a tua Orientação" -Iúri Oliveira

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Folhas Soltas #3

Hoje as folhas foram soltas por ventos...
***
Quando eu for criança quero quero ter o poder de criar e controlar a Natureza, controlar os quatro elementos da Natureza e viver para sempre...
***
Os meus pensamentos por vezes perdem-se por contas de mais e menos, perdem-se por pensar demais e pensar que penso demasiado no que ando a pensar e depois quando devo pensar no real de estar com os pés na terra, penso que sou uma mera planta que nasce cresce e morre. Todo o tempo que está ali a observar o Mundo a desabar e a transformar-se, esta mesma planta apenas muda com ele. Pareço um pequeno barquinho de papel à deriva...
***
"Vai correr tudo bem..."
***
Foi o chá o meu aperto de mão esta tarde, foi o incenso  cheiro desta noite. 
***
 A Natureza é o meu Futuro

terça-feira, 8 de junho de 2010

Crónicas de um Viajado #6

Can't you see? Don't you believe me?
Oh, darling, darling, I'm callin', callin'
Esquecer um dia ... O Mundo em que fomos criados e lançar mo-nos no carrocel do pensamento. Sim aquele carrocel ilegal onde tudo pode acontecer. Uma viajem de cor verde natureza e dourado, uma viajem no meio de cabelos encaracolados e passeios de calçada velha e gasta. Uma concha acústica em forma de palco onde representamos a pessoa que somos hoje. Amanha podermos morrer e virar uma sequoia com um tamanho de furar as nuvens.
Atirar pedras fora da janela ao acaso à espera do avião de papel ...
Ter pouco é ter Muito...
É ali que foi plantado o meu pensamento
Viver e Dar
Á minha volta, aqueles grãos no sapato são as minhas recompensas. Vou dar, não quero receber, quero ter menos e ter mais. Peço só...


Quero estar aqui neste baú de Vida, tempo sem conta...quando este meu cabelo ficar velho e branco e o meu corpo for relva, quero estar a andar de carrossel e parar numa outra paragem com o mesmo nome da primeira.
Vida

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Variações de um Rebelde #12 Os risos de um Pobre...

Tenho na mão feridas e arranhões. Tenho nos meus olhos algo que vê. Hoje foi dia de girassol. Dia de água nos pés. Dia de apetecer soprar as areias quentes e perdidas na terra firme. Dia de agarrar as cores do Sol e barrá-las no meu corpo.
As horas passam...e abro os olhos para ver o Mundo a acordar...Um acordar bem suave e azul.
Oiço suaves sopros pela manhã...vontade de sorrir e gritar!
Dá-me vontade de agarrar em cores
Verde Amarelo Vermelho
espalha-las na tela da vida.
Hoje apetece-me agarrar nas entranhas do Mundo, levantar colinas e montanhas, rasgar mares e oceanos. Correr no meio de praças entre as pessoas e rodopiá-las.
Por momentos hoje senti-me a estremecer o Mundo, mas nada de isto me consolou.
Hoje quis um pouco de ar e suavidade nas pontas dos dedos e perder-me no olhar de âmbar.
O balançar e a vontade de ficar para sempre do outro lado, completamente isolado de tudo e todos, com vontade de rir e assobiar...
Vontade de dar três passos e chegar à meta primeiro que o meu pensamento. Poder gritar e ninguém me ouvir e no fim deitar-me no chão a rir-me.
Vontade de ser aconchegado por relva verde e céu azul.
"Hoje quis engolir medos e curar Universos. Hoje a chuva molhou-me os olhos. Hoje vou ser Teu. Amanhã, fica no meu lugar"

terça-feira, 1 de junho de 2010

Variações de um Rebelde #11

É irónico puder nascer para depois me matarem.
É irónico puder escalar uma montanha e um dia, sem nada querer puder cair.
É seguro que um dia, tudo se varre em vão sem nós darmos por nada. Tudo é soprado por um pé de vento com sementes de girassol.
"Sinto-me um pouco de sorriso com um Sol entre cada espaço entre os dentes. Sinto-me ás vezes algo incompreensível e cheio de palavras com vontade de serem expelidas para o Mundo do nada"
Com isto ouço os lindo spássaros do paraíso, assobiando lindas harmonias e frases de cores. Pintando o som com sentimentos de tristeza e alegria.
Tenho dias em que a caminhada parece dura e as longas horas ao sol fazem-me desesperar e fazem-me suplicar uma quietude.
Tenho dias que só me apetece correr por vales e montes até esgotar definitivamente todas as minhas forças.
Há dias em que as vibrações das passadas pela calçada das ruas faz-me suspirar cantar.
Não desejo morrer cedo, mas desejo sim viver muito tempo.
Não desejo que a minha vida me traga coisas más mas sim que a minha Vida seja repleta de oportunidades para eu construir as coisas boas.
Não desejo cargas leves nas costas, mas desejo sim ombros rijos e fortes para aguentar com cargas mais pesadas.

"Há dias que a Vida é tão grande e a Paz tão limpa, que tudo  que fazemos é serenamente ar que todos respiram"

segunda-feira, 17 de maio de 2010

O Meu Segredo...

Hoje foi noite fria. Uma noite onde tudo era indiscutivelmente grande e sensível. Aqueles passos frescos com um rasto de violeta e castanho eram leves e sem destino. Tive medo e receio. Hoje foi noite onde eu dei tudo. Que será das pedras de calçada que eu destruí com os meus passos anónimos? Quis dizer tanta coisa ás estátuas que murmuravam na rua, aos muros que me faziam curvar nas esquinas porcas e sujas de tintas.
Andei sem maldade e sem raiva…mas o medo era muito.

Ao longe via ruínas e um banco que chamara pelo meu aconchego. O meu murmurinho de acordes e harmonias era a única coisa que se ouvia naquele espaço. A água do lago era o céu reflectido e que iluminava aquele espaço onde era espaço das minhas mágoas e lágrimas. Desejei ter aqueles azulejos todos para poder construir o meu cubículo e desejar que o céu seja para sempre o meu tecto e o chão a minha cama.
Pedi a Deus…

As minhas mãos inchadas e calejadas pareciam que ardiam de tão quente que estavam. A minha cabeça estava quase a rebentar. Tudo me passou pela cabeça, tudo era lindo e cheio se inocência. Só eu e o meu murmurinho de palavras de perdão e agradecimento é que parecíamos estar ali a mais.
Agradecia Deus…
Então fez-se o Silêncio…tive saudade e vontade de apertar algo.
O banco onde estará sentado estava bastante aconchegado assim como eu. Falei, murmurei e chorei, e a única resposta que tive era a arrepios e os sons da água a correr por entre as ruínas.
Queria ali tudo…queria o meu pai, todos aqueles que nunca mais falei, todos aqueles que já morreram, todos aqueles que me amam, todos aqueles que eu amo. Queria músicos a cantar comigo e pessoas a dançar. Queria abraçar e destruir ao mesmo tempo. Queria partir a ampulheta à qual chamamos tempo. Queria ser sementes no vento e voar com ele…ser plantado na mais árida planície e esperar por água para poder germinar…
***
As letras espalharam-se no meu monitor entre uma música, uma vela e um incenso.
A noite foi a única “pessoa” que me abraçou e que foi especial para mim.
Este foi o nosso segredo…
Obrigado meu Deus…

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Chão grisalho...

Percorri um grisalho chão de folhas secas, entre cores de árvores e muros floridos. Foi uma espiral e uma confusão de sentimentos sobre tal realismo autista de toda a minha cabeça que sobre os meus olhos só havia chão e brita castanha e seca. No fim do caminho nada via nada havia, mas só o simples passear naquele espaço fazia do meu caminho uma felicidade cheia como toda a água do oceano. Foi lindo os sons que ouvi que ecoavam na minha cabeça. Sons surdos e coloridos. Não andei mas sim levitei. Quis e não quis.
O caminho era a felicidade, e no final desse mesmo caminho, apenas uma curva...

domingo, 2 de maio de 2010

Um dia...

Um dia atirei uma pedra para o céu e nunca mais voltou. Um dia caiu-me o Sol e fui Feliz Rei sem coroa

sábado, 3 de abril de 2010

Folhas Soltas #2

Meu pequeno livro de páginas brancas....Que palavras de alegria me escreves tu? Sim quero lê-las e cantá-las bem alto. Tu sim que me partes as correntes das minhas pequenas e grandes tristezas que eu levo nas minhas costas. Tristezas que eu as encaro com um sorriso na cara. Diz-me como amanhã vou acordar. Triste ou contente.
Quero uma pedra para esculpir as páginas da minha vida e mete-las no topo de uma montanha. Quero amanha fechar os olhos e deixar-me cair de costas.
***

Quanto mais eu vivo, mais longe eu vou.
Quero ganhar barbas e piolhos. Quero ser feio velho cheio de vida.
Quero andar nas ruas a dançar e cantar sérias profecias.
***
Querido amiga que tanto te amo. Um dias tantas palavras me disseste um dia tantas coisas me fizeste ver. Hoje sou uma pessoa melhor a continuar a tropeçar nos meus erros, mas a levantar-me cada vez mais forte.
***
Adoro Viver....
***
Ontem ao sair de casa fiz um barco de papel e plantei cores no mesmo. Deixei-o à deriva numa poça de água. Soprei e ele deixou-se ir na corrente. Brilhou como um arco-íris quando o Sol se aproxima.
***
Encontrei pequenas folhas soltas no meu bolso com palavras desconhecidas. Juntei-as e escrevi nelas. Deixei a minha imaginação ganhar asas e voltei aos meus velhos tempos de criança...
(continua)

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Não Sei...

Larguei tinta no mar e mergulhei o meu pensamento...Este ficou tão leve que levitou...a mim me levou...com ele fui. Viajei... Comigo coisas importantes levei. Um livro, Sementes, Música, Fotografias, risos e sorrisos...Qual o destino? Não sei...

sábado, 20 de março de 2010

Folhas Soltas #1

Foi atirada à agua, foi perdida e soprada como areias soltas em ventos ciclónicos.
Esqueceram-se dos lindos prados verdes e substituíram os mesmos por vigas de ferros enferrujado e por betão.
Enviaram o fogo para as florestas e não se lembraram dos peles vermelhas que na mesma viviam.
Uns dizem para não ajudar, outros dizem para fustigar, aqueles dizem para mandar fogo....
Nós dizemos...
"Graças e Louvores"
Naquela ponte, trémula e podre, o comboio passava enquanto o pequeno cão na margem ladrava. O pequeno pormenor da ferrugem nas linhas férreas,  e o sabor daquela manga que eu comia.
Levava um rumo indefinido, mas sabia onde ia. A 10 de Janeiro, ele veio cá para fora, para um Mundo azul e verde, coberto de Samba e Jansa. Para um Mundo coberto de Açúcar e especarias. Para um Mundo cheio Bem e Mal.
***
Houve um cruzar de Humores entre cadeiras de baloiço com o Mundo. Ele e EU. 
Tinha um relógio que os ponteiros rodavam à minha vontade, mas nunca paravam. 
Tinha um Jardim na minha cabeça....
Tinha um olho esquerdo e um direito bastantes escuros. O direito era Dele e o esquerdo Meu....

Ria-me ao barulho daqueles ventos que abalroavam o meu prédio de 12 andares, onde eu vivia no 12º andar.
Ao meu olhar, tudo se mudou, mas ao s olhares de outros era tudo normal.
***
Havia alturas que o Mundo girava, e tudo andava sobre umas sapatilhas alegres e rotas, com um sorriso na cara.
As notícias relatavam coisas infinitas, nada de interessante.
Podiam cair raios e chuvas....O mundo virava-se e chocalhava-se a ele mesmo...
E eu? rodopiava...
***
Hoje acordo com esperanças e com um passo cada vez mais pequeno e seguro...
***
Esqueceram-se dos sorrisos das crianças e dos pinos mal dados das mesmas.
Dos campos infinitos e vermelhos das papoilas de Alberto Caeiro. 
Os laços foram-se quebrando e cada coisa andou a seu rumo...
Então e o Mundo?
Não foi feito só por mim nem só por ti, muito menos só por ele e ela. 
Por Nós...
Perdeu-se as ligações das pessoas e o o quadros que um dia pintei de esperança. 
Hoje vou virar costas e  moldar barro e ouvir o Amor que escrevo nos pequenos pedaços de barro que escrevo. 
Vou me por de pernas à chinês e sorrir, porque Amor é o som que toco e canto. Sei que tudo vai ficar bem...


(Continua)

domingo, 14 de março de 2010

Viagens de um Sem Destino #2

É fácil sonhar mas difícil lembrar dos sonhos. Mais limpo e consciente é eu sonhar acordado, tudo se torna aguarela quando se tenta passar para a realidade. As respirações vão rolando com o crescimento das plantas que outrora sementes foram. Venero e como Natureza. Venero e como Ar e Fogo. Umas vezes sento-me parte dela, outras sinto-me Ela. Sim, ela a Natureza que me move e me assobia ao ouvido. Quantas e quantas vezes agarro no meu saco de desejos e caminho em direcção ao Sol, de olhos vidrados e lábios secos. Caminho sem pestanejar e um sorriso bem esboçado na cara. Aquele sorriso de Jardineiro que semeou as suas sementes, e pegadas não deixou.
Vai...corre e semeia...
Aquele Jardineiro que conheci, e me segredou ao ouvido:
Do caroço da maça nasce uma Maça, Do caroço do Amor sai Amor, Do caroço da Vida sai a Sabedoria...
Aquele fiel e Poderoso Jardineiro disse:
...Tudo depende de como tratas das mesmas sementes...
As respirações rolam e tudo se move ao ritmo certo e constante de um chão Castanho e um céu iluminado de violetas e clarões vermelhos...
Tudo se move ao redor de dois batimentos sincronizados de um coração que nasceu para depois parar, mas durante o tempo que bate, a chama perdura e aquece as nossas almas. Aquela cadeira de madeira pintada de vermelho ferrugem, cadeira onde me sento.
Aquele chão mel, castanho e mole, chão onde as sementes semeei-o. Aquelas três velas e um pau de incenso acesos, luz e cheiros onde me refugiu. Aquele baixo ambulante, com um pequeno arranhão de guitarra nos foras de tempo e um cheiro de bateria...Música de Consciencialização.
Aquele que está comigo e nunca ao vejo...Sinto.
Aquele que me segreda Poemas ao ouvido...Escrevo.
Aquele que me diz quando chorar e sorrir....
Aquele que me dá a inchada para as mãos e um campo enorme para cultivar...
Aquele que leva ao colo quando estou cansado...
Divino
Aquele que lança fogo e tempestades
Aquele que Julga e Ensina
Aquele que é Rei, Alpha e Omega, e se manifesta em Luzes, pensamentos, Paz e Fúria.
Deus
Dias em que os olhos me pesam, o inimigo não me faz desistir. E der-repente sinto me de mão dada com alguém...
Alguém cujo os olhos aparentemente são castanhos, mas que ao pé do Sol têm cor de Mel e Fogo, e em que a menina do olho é banhada de verde Natureza e Âmbar.
Aquela que as pétalas são morenas e o seu caule é firme e hirto.
As respirações rolam e vejo cada vez mais gente a cair e a levantar. 
Dentro dos meus olhos tudo se inverte e tudo é cru e respirável. 
Há vezes que vejo esse Jardineiro e ele despreza-me e fica calado. Há dias que esse jardineiro fica cantando. Há dias que ele não sabe mais o que fazer e despede-se do áspero Mundo, e vai sozinho para um palco onde pode contemplar tudo o que semeou. Vai e a respiração dele vai rolando.
O Mundo gira, rebola, tudo se queima e tudo se mistura.
Vejo esse jardineiro por vezes a lutar e a pingar suor como uma cascata, as suas mãos cheias de bolhas, as lágrimas soltas e a regar os seus campos.
Incrivelmente passado três a quatro estações, em dias de Lua cheia e Sol Moribundo, seus campos estão cheios de plantas e Alegria, e o Jardineiro....

Fica sentado de costas para esses mesmos campos a comer maga doce e a beber chá de Camomila, a assobiar...

segunda-feira, 8 de março de 2010

Variações de um Rebelde #10 O Mundo Gira e Tudo se Mistura

VApercebo-me que não há mais sítio nenhum para ir.
Vejo que ninguém me pode ajudar.
Acreditem que estou vivo quando vocês pensam que estou morto.
Vejo as pessoas a vestirem-se de maneira a pensarem que está tudo bem e que o Mundo gira em forma de fantasia desenhada em papeis de crianças.
E como a Bíblia diz:
Há sangue nas mãos deles...
Enquanto as pessoas reclamam e gritam contra o Mundo que sempre as acolheu, esquecem-se que há Verde e Castanho dos chãos que pisam, há Azul dos Céus e Mares, há vermelho do Fogo que as aquece nas noites frias.
Eu e o meu pequeno mundo...
Somos Rebeldes
Um mundo onde começamos a Paz não de uma forma grande e sobre forma de manifestação, mas sim começamos a Paz em nossas Casas, debaixo dos Céus e com almofadas de Pedra.
Acorda-mos e Pintamos sobre fissuras e rasgos, uma alegria e uma esperança. Temos algo que falta a todo o Mundo.
Temos Fé e Deus ao nosso lado. Sobre silêncios e velas acesas oramos como o falar dos pássaros, pequenas preces e agradecemos a Ele tudo o que nos foi oferecido.
Vêem Muros de Berlim e debandadas de Medo e ganância sobre nós.
Há sangue nas mãos deles...
Que dizemos nós?

Somos Rebeldes
Escolhemos a prática do Amor. E se falarmos do Bem, o Bem irá prevalecer.
Sopramos golfadas de pensamentos que foram outrora censurados e punidos. Disso não tememos. As nossas respirações "rolam" como pequenos grandes sopros de fogo consumidos pelo oxigénio.
Com a força e a nossa Fé as correntes que temos nos nossos pés, os cadeados nas nossas bocas, as caixas á nossa volta tornam-se pó e somem com o vento.
Eu, Tu, Ele, Ela, Nós, Vós, Eles, Elas....Todos, de frente para o Inimigo, vamos abraça-lo e sorrir...
Andar, Aprender e Crescer...
Conheço um sítio onde tudo é Bonito e Livre...conheço um espaço onde a sabedoria Divina aprende-se com o sorriso, riso e sintonia...
Óh velha Terra, que eu pisei quando andava cá noutra vida. 
O quanto lutámos e viajamos, sempre sentados e bem concentrados. 
Eles queimaram-nos e nós nada fizemos, mas ele esqueceram-se que as nossas cinzas foram mais que os seus batalhões, e delas nasceram grandes Bonsais de Vida. 
Caímos como anjos do céu, fomos protectores e pedras de calçada. 
Uns fizeram o que Ele mandou, mas Nós fizemos o que Ele queria...
Paz e Amor
Uns ficam infelizes e perdidos no desespero e na tristeza por nada nem ninguém olhar para eles. Esquecem-se que na casa ao lado há vizinhos e que toda a dor vai desaparecer. Eu digo que é possível e que quando morrer vai haver amor.
Vou construir com as minhas mãos uma estátua chamada Ar e Céus, irá ser tão grande como a distância da minha cabeça até aos Céus profundos ....
Vou trepar essa estátua e atirar-me lá de cima e vou cair num mar de cores e no fim vou levantar-me e tocar nos vossos lábios...
Vou agarrar em fogo e mergulha-lo na água ...vou agarrar na terra e deixá-la voar com o Ar.
Agora vou me sentar e elevar as minhas mãos aos céus, e sim....
Deus vai vir lá dos seus campos verdes e entrar na minha cabeça como o oxigénio que me consome e me envenena o corpo...vai tremer comigo e possuir-me e inspirar-me...vai tremer comigo e fazer-me correr até nunca me cansar, vai-me levar aos meus tempos de criança e abraçar-me a mim mesmo ...
Medo de ....Nada.
Medo de quê? das Leis que foram feitas por Homens com sangue nas mãos? 
Somos Rebeldes
Hoje continua a ser Hoje e até ao por do Sol, continuará a ser Hoje....
Hoje vou construir uma Casa para nós...Sim...Nós.
Para ti, para ele e para ela....e Tu que dormes, vem acordar na minha casa chamada Bela Cidade Mundo...onde os Céus são Azuis e o Mar azul esverdeado...onde a Terra suspira de cores exóticas...

***
É tudo como as águas, que vêem e vão. Cores ...É tudo como a sede de sabedoria e felicidade que nos faz levantar e morrer ao final do dia com um sorriso na cara.
Plantei as sementes e irei olhar os meus frutos.
Serei e Tu serás dono dos teus actos...
e Deus está sentado no seu trono de ouro a contemplar-nos...

quinta-feira, 4 de março de 2010

Baloiço...

Vou num baloiço, vou num carrossel.
Á roda, em cima e em baixo.
Os olhos fecham a cada movimento e a cada saborear do vento na cara.
O candeeiro da rua fundido, dois pássaros poisados no fio de alta tensão, o final de tarde e o som da ferrugem dos baloiços.
Vai rindo, vai sorrindo aqueles pensamentos de pessoa vazia e feliz...
Vai caindo o Sol e empurrando a Lua...
O baloiço vai dando cada vez mais balanço...
Vem coisas boas à cabeça, vem coisas alegres e com emoções.
Vou absorvendo cada momento, cada baloiçar...faço de cada movimento um som, cada arrastar de folha no chão com o vento, uma harmonia...vou rindo do nada e do nada vou comendo vento fresco.
Pensamento de liberdade, pensamento de agarrar um balão e voar para bem longe para mais ninguém me ver.
Vou me rindo de mim próprio.
Os sons vão-me soando cada vez mais alto na cabeça, e tudo torna-se a preto e branco.
O estômago dá um nó, a garganta também... Os sonhos mais impossíveis tornam-se em arrepios de energia como orgasmos à flor á flor da minha pele. apetece-me naquele momento saltar do baloiço em andamento e despedaçar o Mundo.
A minha cabeça vai viajando velocidades ainda mais estonteantes, os sons vão-se tornando mais altos a cada minuto que passa...

Quero terra e fogo...
A luz do candeeiro fica cada vez mais intermitente, a minha sombra torna-se em várias, sai-me suspiros, sai-me arrepios. 
Sinto um calor a percorrer as pontas dos meus dedos...e vou me rindo. Um riso meio amedrontado com tantas emoções. Apetece-me rebentar...
Apetece-me correr como um prisioneiro livre pelas ruas, cidades, países, continentes e só parar quando encontrar o nada.
Tudo se desfaz com o apagar da luz...

segunda-feira, 1 de março de 2010

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Consolação

Rebolei como pedra sopre um bocado de papel...Papel amarrotado e rasgado. Transformei-me em lápis e escrevi poesia de Júpiter. Fui Sansão, homem de tranças....
Fui cordas ao sol, ressoando poesias de tristeza.
Mão no céu, olhar bem focado, desenhei os contornos e bem devagarinho tirei a mesma. 
Pé no céu, contornado de nuvens e pássaros...foi impossível de a desenhar...
A consolação er tanta no olhar qeu perdi os sentidos.
Fui vento...
Voei pelas costas das caraíbas, quentes e paradisíacas, pelos montes frios dos Himalaias, pelas águas profundas do Pacífico.
Quero ser tempestade e beber água seca do chão torrado do deserto. 
Quero ser um furacão e ao soar dos meus gritos, esmurrar campos e fazer crescer túlipas, gereberas e paus de incenso sobre poças de água.
Quero perceber a praga Humana, que causa distúrbios e que se come dia-a-dia.
Mas mais que isso, quero cuspir fogo e incendiar céus, aquecer almas, engolir Mundos e estremecer galáxias.
Queria cheirar o azul dos céus e beber o azul das águas.
Mas não posso...
Pois neste momento sou louco viajado, onde de um risco pinto uma lagoa com dois portões para uma arca do tesouro no fundo dos mares, onde lá encontro uma carpete castanha onde me possa deitar a olhar para o meu rico e azul céu de Agua, espelhado e frio...
Quero uma pedra como almofada e uma manta quente para o meu corpo.
Enquanto não tiver isto...vou-me consolando com os tempos e contratempos ritmados e poli-ritmos...assenando a minha mão sobre o animal e a árvore. Hoje sou ontem fui...Mas..amanha vou ser uma pedra que vai rebolar ao vento e tempestade que vem do Ocidente...
Quero desordem na minha cabeça com uma lareira e um espaço para eu me sentar. Quero rugir e nada nem ninguém assustar. Quero mesmo é abraçar o mundo e no fim disso tudo ter sete rios formando um lago entre montanhas.
Não quero ter uma casa para morar, quero-te a ti...
A ti Meu Mundo azul e verde...
Consolado na desordem dos parasitas, e abraçado por uma pessoa que escrever para ti, e olha-te com todo o Amor e Alegria.
A ti Meu Mundo azul e verde...
Venham vibrações...Vai Vibrações...
Venham e fiquem...riam-se comigo, deitados nas areias húmidas da costa, transformando as nuvens em formas geométricas....

A ti Meu Mundo azul e verde...
Hoje sou barco sem porto de abrigo...navego com um marinheiro que dorme profundamente...espero bem não me desorientar.

Sou chama e água que me apaga
sou planta que agarra o Sol quando ele se transforma em Lua...
Hoje quero...
A ti Meu Mundo azul e verde...