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quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Variações de um Rebelde #25 Fica no Meu Lugar

Arremessar contra o chão qualquer pensamento é não dar asas a outro voar. Pensar ou Sonhar?
Eis a questão...
Do solo vem a folhagem verde que pisamos no Outono, é sim na Natureza, no seio mais limpo e Verdadeiro deste espaço negro infinito que não conhecemos...É Nela que temos de dar Graças e Louvores pelo ar que respiramos ...
Dias azuis com pitada de cinzento aproximam-se....trazem nudez fria e crua com ele.
São dias entre janelas e passados à janela a ser enganado pelos impulsos dos meus ouvidos. Enganados pelos sons dos pássaros do meu vizinho...
Há dias que estar no silêncio era o que mais me apetecia, e sentir a virtuosa energia a pairar no ar de mãos dadas a mim.
Ver, ouvir, sentir...uma máxima que levo no bolso e tento viver e passá-la. 
Foi um dia, num momento de chá verde com maça e canela que vi algo. As pontas dos dedos fervilharam e abateu-se uma bola quente sobre mim. Acreditar no que ouvia era surreal...era ensurdecedor. Era lindo. Os pássaros pareciam Koras, o som das folhas das árvores pareciam cascas de nozes a cair do céu. Os ventos eram gritos de ansiedade. Era como estar num outro nível. Tudo era-me próximo e quente...a temperatura naqueles escassos segundos atingiu orgasmos e picos inimagináveis. Os gritos na minha cabeça eram como Metrópoles.
***
Da consciência vem o pensamento. Este filtrado dá-nos uma obra de arte. Musica, Dança, Pintura, Palavras, Humildade. É num circuito redondo e recto que circula esta nossa ambição de querer viver. Todos nós vimos da mesma relva, e é na mesma relva que nos vamos transformar. Relva. Ar, terra seca, pó...

Medo de quê?
O Guia está na ponta de um pequeno cordão que arde eternamente derretendo cera sem parar. A estrela que já não existe continuará a raiar no céu. Para quê chorar?
Abraçar a terra virgem dando-lhe o nosso sexo e fazendo-a ouvir...sim...regando-a de boas palavras...
Escrevo tradições e variações que não consigo prever sobre quem vai cair...a minha sede e doença torna-se tão mais forte que eu que os meus olhos vidram. Fecham-se em lágrimas.
É nas pedras de cores torradas que perco a minha imaginação e...

Fujo, sem me faltar as forças....o quente torna-se insoportável...e o caminho cada vez mais difícil... anda...anda...não fiques ai...vais te queimar..trás o fogo, e destrói a água.... trás a terra e sopra contra o vento...mistura banana com canela e come como se não houvesse amanhã...ri comigo...sim Ri quando temos que chorar...deixa-me abraçar-te quando temos qeu nos agredir...deixa-me ser tu e tu seres eu...Escreve quando tens que cantar...Vens? Vamos cair de costas quando temos que nos segurar...sem medos...Grita...Grito...o meu corpo fica de tal maneira fervilhante que nem um Batalhão de Mil homens consegue para ao meu lado...
Abrir os olhos e beber mais uma caneca de chá..mas agora sem açúcar...e ir até ao Equador.
Trazer Plutão e Júpiter comigo...tu, eu , aquele e aquela...caminhar descalços e rebolar nas lindas terras Vermelhas que África um dia me deu...cheirar as cordas dos instrumentos, e saborear a batucada dos tambores.
***
"Quando um dia fechares os olhos e pensares que nunca mais os abres, Acredita...e baixa a cabeça perante aqueles que te observam de cima para baixo. Sorri e escreve sem abrires os olhos, Paz, no chão...sim escrever com a ponta dos dedos...Quando as forças estiverem mesmo no fim e a chaga for bem pesada, agarra-a e faz dela a tua bengala...quando as lágrimas despedaçarem as tuas pestanas e abrires os olhos...diz me o que vês..."
Quando Deus me sussurrou isto ao ouvido... senti-me bem pequeno...pensava que tudo fosse desmoronar sobre as minhas construções de areia.

Então perguntei:

"Meu grandioso Rei...(silêncio) se eu ficar deste tamanho o que vou ser eu?"
O silêncio foi eterno...
Nos meus olhos senti os olhos da minha eterna árvore Polonga que descansa em paz num sitio que nunca me disse. Um olhar cinzento e bem infinito e vazio...parecia que tudo naquele olhar fazia sentido. Na pele das minhas mãos senti uma pedra pomes, peles ásperas e rasgadas da guerra como as do meu eterno Pai...
***



O Sorriso de hiena não é confiado...
Nem no  Sol do Meio dia vai me queimar as dobras do corpo
O fato de Rei não é meu...
Ficar calado jamais...
Leão esfomeado...
O tempo não para...
O vapor urge...
 Malho o ferro enquanto está quente...
Para quer chorar se posso rir?

4 comentários:

Cláudia F. disse...

Neste momento penso que finalmente vou tornar a ser feliz...ou será que não é um pensamento e é um sonho? Seja qual dos dois fôr estou FELIZ e assim quero continuar...Beijo meu principe

Anónimo disse...

Este teu post encheu os meus olhos de lagrimas, quase que chorava de tao intenso que é. É profundo, tal como tu. Reflecte o teu ser, e transmite a paz ou suposta paz que deveria haver neste mundo repleto de tristezas quando na verdade o que deveriamos fazer era aproveitar a vida. És um verdadeiro sábio, tens o dom da palavra, ouvirte-ei até poder, sem nunca te julgar, pois tu ensinas o bem à humanidade. Um grande beijinho, continua assim: bonito por fora mas também por dentro :)

Catarina Girão

Iúri Zúluri Revel Regueiro disse...

bj claudiaaa

Iúri Zúluri Revel Regueiro disse...

catarina..que coisa quentee