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terça-feira, 15 de junho de 2010

Variações de um Rebelde #13 Velho para Sempre

Sim, é ali que tudo começa. Uma semente, um jardim, um feto, um Ser. Um Ser regado com alma e depois atirado para o Jardim Mundo. Quando pensei que tudo desabaria, comecei a sorrir e a palrrear, quando pensei que não passaria dali, os meus passos foram mais fortes que me fizeram caminhar para um passo futuro. Quando pensei que o céu seria o limite, as palavras conseguiram ser ouvidas em Marte. Quando fechei os olhos e pensei que fosse o fim, houve Alguém que me empurrou para a superfície e me disse:
Estás a Salvo
O meu rosto ficou de tempos a tempos queimado de toda a energia solar e temperatura que se fizera sentir naquele caminho.
E se o Sol fosse Deus?
Com o tempo, mais queimado fui ficando, e juntamente comigo, foram os relógios do tempo, as páginas, as minhas mãos abriram calos trémulos e dolorosos, os meus cabelos secaram e foram quase cinzas ao vento, as minhas pernas foram raízes secas e doridas do tic-tac do relógio da Vida.
Com o tempo os olhos foram vidro brilhante e cada vez mais poço sem fundo. Os meus dentes foram ficando marfim imortalizado e cintilante. Cada ruga do meu corpo gritou uma história de Felicidade, Tristeza, Positividade, Angústia...todas elas formam um puzzle chamado Eu.
A Natureza traiu-me com um veneno essencial e saboroso da vida...
O Ar, Água, Fogo, Terra...
Obrigou-me a  acartar com os seus maravilhosos feitos como chagas.
Tic-Tac
O tempo passa e o corpo deixa de funcionar, a visão fica fraca, o sorriso amarelo, a cara encarcerada, as mãos desfeitas....A Alma....

A Alma...Rica, Reluzente, Radiante, Maravilhosa, Majestosa e Verdadeira...
A Alma...Exuberante e com Páginas para todo o Mundo Ler...

Um dia, a Natureza vai -me chamar, e nem eu nem ninguém irá fugir ao seu chamamento. Sem medos vou-me atirar de costas para ela e fazer parte dela. Vou ser o que ela bem entender.
Um campo, um pedaço de céu, um oásis ou ate mesmo uma Utopia.
Não será um fim tenho a certeza, pois nada acaba, tudo se transforma. 


"Consegues ver aquela luz ali? É nela que tens que caminhar. E mesmo que sintas as sombras dos vales  e montes a rondarem-te, não temas. pois a Luz é a tua Orientação" -Iúri Oliveira

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Folhas Soltas #3

Hoje as folhas foram soltas por ventos...
***
Quando eu for criança quero quero ter o poder de criar e controlar a Natureza, controlar os quatro elementos da Natureza e viver para sempre...
***
Os meus pensamentos por vezes perdem-se por contas de mais e menos, perdem-se por pensar demais e pensar que penso demasiado no que ando a pensar e depois quando devo pensar no real de estar com os pés na terra, penso que sou uma mera planta que nasce cresce e morre. Todo o tempo que está ali a observar o Mundo a desabar e a transformar-se, esta mesma planta apenas muda com ele. Pareço um pequeno barquinho de papel à deriva...
***
"Vai correr tudo bem..."
***
Foi o chá o meu aperto de mão esta tarde, foi o incenso  cheiro desta noite. 
***
 A Natureza é o meu Futuro

terça-feira, 8 de junho de 2010

Crónicas de um Viajado #6

Can't you see? Don't you believe me?
Oh, darling, darling, I'm callin', callin'
Esquecer um dia ... O Mundo em que fomos criados e lançar mo-nos no carrocel do pensamento. Sim aquele carrocel ilegal onde tudo pode acontecer. Uma viajem de cor verde natureza e dourado, uma viajem no meio de cabelos encaracolados e passeios de calçada velha e gasta. Uma concha acústica em forma de palco onde representamos a pessoa que somos hoje. Amanha podermos morrer e virar uma sequoia com um tamanho de furar as nuvens.
Atirar pedras fora da janela ao acaso à espera do avião de papel ...
Ter pouco é ter Muito...
É ali que foi plantado o meu pensamento
Viver e Dar
Á minha volta, aqueles grãos no sapato são as minhas recompensas. Vou dar, não quero receber, quero ter menos e ter mais. Peço só...


Quero estar aqui neste baú de Vida, tempo sem conta...quando este meu cabelo ficar velho e branco e o meu corpo for relva, quero estar a andar de carrossel e parar numa outra paragem com o mesmo nome da primeira.
Vida

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Variações de um Rebelde #12 Os risos de um Pobre...

Tenho na mão feridas e arranhões. Tenho nos meus olhos algo que vê. Hoje foi dia de girassol. Dia de água nos pés. Dia de apetecer soprar as areias quentes e perdidas na terra firme. Dia de agarrar as cores do Sol e barrá-las no meu corpo.
As horas passam...e abro os olhos para ver o Mundo a acordar...Um acordar bem suave e azul.
Oiço suaves sopros pela manhã...vontade de sorrir e gritar!
Dá-me vontade de agarrar em cores
Verde Amarelo Vermelho
espalha-las na tela da vida.
Hoje apetece-me agarrar nas entranhas do Mundo, levantar colinas e montanhas, rasgar mares e oceanos. Correr no meio de praças entre as pessoas e rodopiá-las.
Por momentos hoje senti-me a estremecer o Mundo, mas nada de isto me consolou.
Hoje quis um pouco de ar e suavidade nas pontas dos dedos e perder-me no olhar de âmbar.
O balançar e a vontade de ficar para sempre do outro lado, completamente isolado de tudo e todos, com vontade de rir e assobiar...
Vontade de dar três passos e chegar à meta primeiro que o meu pensamento. Poder gritar e ninguém me ouvir e no fim deitar-me no chão a rir-me.
Vontade de ser aconchegado por relva verde e céu azul.
"Hoje quis engolir medos e curar Universos. Hoje a chuva molhou-me os olhos. Hoje vou ser Teu. Amanhã, fica no meu lugar"

terça-feira, 1 de junho de 2010

Variações de um Rebelde #11

É irónico puder nascer para depois me matarem.
É irónico puder escalar uma montanha e um dia, sem nada querer puder cair.
É seguro que um dia, tudo se varre em vão sem nós darmos por nada. Tudo é soprado por um pé de vento com sementes de girassol.
"Sinto-me um pouco de sorriso com um Sol entre cada espaço entre os dentes. Sinto-me ás vezes algo incompreensível e cheio de palavras com vontade de serem expelidas para o Mundo do nada"
Com isto ouço os lindo spássaros do paraíso, assobiando lindas harmonias e frases de cores. Pintando o som com sentimentos de tristeza e alegria.
Tenho dias em que a caminhada parece dura e as longas horas ao sol fazem-me desesperar e fazem-me suplicar uma quietude.
Tenho dias que só me apetece correr por vales e montes até esgotar definitivamente todas as minhas forças.
Há dias em que as vibrações das passadas pela calçada das ruas faz-me suspirar cantar.
Não desejo morrer cedo, mas desejo sim viver muito tempo.
Não desejo que a minha vida me traga coisas más mas sim que a minha Vida seja repleta de oportunidades para eu construir as coisas boas.
Não desejo cargas leves nas costas, mas desejo sim ombros rijos e fortes para aguentar com cargas mais pesadas.

"Há dias que a Vida é tão grande e a Paz tão limpa, que tudo  que fazemos é serenamente ar que todos respiram"