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sábado, 8 de janeiro de 2011

Folhas Soltas #3

E é o que acontece quando um Furacão e uma pétala se encontram, quando o Mundo se derrete e se divide entre silêncios, quando não há mais nada a fazer....
O olhar torna-se leve e suave...
E a Fúria e o orgasmo se misturam...
O coração bate de forma incontrolável transpirando Vida...

sábado, 30 de outubro de 2010

A ti Sandra...

Caros leitores quero fazer o meu 200 post dedicado a uma pessoa...
Desde já quero agradecer a todos os leitores por terem mantido de pé este pavilhão
Desde já a todos Obrigado
***
Foram dias e parece anos. A flor cresceu no meu pequeno pátio...fui regando ...umas vezes melhor outras vezes pior. Foram havendo trovoadas e nunca deixaram de existir como é óbvio. É de bom grado que agradeço-te por tudo o que fizeste por mim até agora. Aquele teu toque que sempre nos envolveu...aquele toque que nunca nos foi indiferente. Os nossos olhares ao som das mornas Cabo Verdianas, os nossos passeios a fazer caretas a toda gente, as tuas quedas com os atacadores desatados no meio da rua, os nossos gritos no meio da autoestrada em plena Lisboa, as nossas corridas que mais parecem passeios de idosos...
Os meus segredos e o teu carinho a ouvi-los.

De carta apenas te escrevo...

"Se morrer hoje quero que saibas que és a minha melhor amiga o meu porto de abrigo e a pessoa mais especial da minha vida. Se eu fechar os olhos hoje, levo um cabelo teu envolvido comigo e nos meus longos e enrolados cabelos, pois vai servir de almofada com o teu cheiro"
Para ti Sandra, da pessoa que se rendeu à tua pessoa e ás tuas duas cores... 
Iúri Oliveira

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Dilema...

Queria alcançar aquela pequena luz, mas o dilema do mar e terra era demais.
Tudo me fugia e o meu olho tremia com tal velocidade que nem a velocidade do pensamento me tocava. Voava minha cabeça aberta sem chão e sem asas. O silêncio rugia de tal maneira no ouvido que ali tudo debitava harmonias. Terra branca e céu azulado, parecia poesia escrita pelo velho cego que ali passava.

***
Imaginem tal chama que não tem medo das escuras...
***
Há pessoas que controlam a luz da Vida, essas mesmas nunca caem na escuridão, pois a fé arde eternamente em todos aqueles que a permanecem no coração...

quarta-feira, 30 de junho de 2010

segunda-feira, 17 de maio de 2010

O Meu Segredo...

Hoje foi noite fria. Uma noite onde tudo era indiscutivelmente grande e sensível. Aqueles passos frescos com um rasto de violeta e castanho eram leves e sem destino. Tive medo e receio. Hoje foi noite onde eu dei tudo. Que será das pedras de calçada que eu destruí com os meus passos anónimos? Quis dizer tanta coisa ás estátuas que murmuravam na rua, aos muros que me faziam curvar nas esquinas porcas e sujas de tintas.
Andei sem maldade e sem raiva…mas o medo era muito.

Ao longe via ruínas e um banco que chamara pelo meu aconchego. O meu murmurinho de acordes e harmonias era a única coisa que se ouvia naquele espaço. A água do lago era o céu reflectido e que iluminava aquele espaço onde era espaço das minhas mágoas e lágrimas. Desejei ter aqueles azulejos todos para poder construir o meu cubículo e desejar que o céu seja para sempre o meu tecto e o chão a minha cama.
Pedi a Deus…

As minhas mãos inchadas e calejadas pareciam que ardiam de tão quente que estavam. A minha cabeça estava quase a rebentar. Tudo me passou pela cabeça, tudo era lindo e cheio se inocência. Só eu e o meu murmurinho de palavras de perdão e agradecimento é que parecíamos estar ali a mais.
Agradecia Deus…
Então fez-se o Silêncio…tive saudade e vontade de apertar algo.
O banco onde estará sentado estava bastante aconchegado assim como eu. Falei, murmurei e chorei, e a única resposta que tive era a arrepios e os sons da água a correr por entre as ruínas.
Queria ali tudo…queria o meu pai, todos aqueles que nunca mais falei, todos aqueles que já morreram, todos aqueles que me amam, todos aqueles que eu amo. Queria músicos a cantar comigo e pessoas a dançar. Queria abraçar e destruir ao mesmo tempo. Queria partir a ampulheta à qual chamamos tempo. Queria ser sementes no vento e voar com ele…ser plantado na mais árida planície e esperar por água para poder germinar…
***
As letras espalharam-se no meu monitor entre uma música, uma vela e um incenso.
A noite foi a única “pessoa” que me abraçou e que foi especial para mim.
Este foi o nosso segredo…
Obrigado meu Deus…

sábado, 3 de abril de 2010

Folhas Soltas #2

Meu pequeno livro de páginas brancas....Que palavras de alegria me escreves tu? Sim quero lê-las e cantá-las bem alto. Tu sim que me partes as correntes das minhas pequenas e grandes tristezas que eu levo nas minhas costas. Tristezas que eu as encaro com um sorriso na cara. Diz-me como amanhã vou acordar. Triste ou contente.
Quero uma pedra para esculpir as páginas da minha vida e mete-las no topo de uma montanha. Quero amanha fechar os olhos e deixar-me cair de costas.
***

Quanto mais eu vivo, mais longe eu vou.
Quero ganhar barbas e piolhos. Quero ser feio velho cheio de vida.
Quero andar nas ruas a dançar e cantar sérias profecias.
***
Querido amiga que tanto te amo. Um dias tantas palavras me disseste um dia tantas coisas me fizeste ver. Hoje sou uma pessoa melhor a continuar a tropeçar nos meus erros, mas a levantar-me cada vez mais forte.
***
Adoro Viver....
***
Ontem ao sair de casa fiz um barco de papel e plantei cores no mesmo. Deixei-o à deriva numa poça de água. Soprei e ele deixou-se ir na corrente. Brilhou como um arco-íris quando o Sol se aproxima.
***
Encontrei pequenas folhas soltas no meu bolso com palavras desconhecidas. Juntei-as e escrevi nelas. Deixei a minha imaginação ganhar asas e voltei aos meus velhos tempos de criança...
(continua)

sábado, 20 de março de 2010

Folhas Soltas #1

Foi atirada à agua, foi perdida e soprada como areias soltas em ventos ciclónicos.
Esqueceram-se dos lindos prados verdes e substituíram os mesmos por vigas de ferros enferrujado e por betão.
Enviaram o fogo para as florestas e não se lembraram dos peles vermelhas que na mesma viviam.
Uns dizem para não ajudar, outros dizem para fustigar, aqueles dizem para mandar fogo....
Nós dizemos...
"Graças e Louvores"
Naquela ponte, trémula e podre, o comboio passava enquanto o pequeno cão na margem ladrava. O pequeno pormenor da ferrugem nas linhas férreas,  e o sabor daquela manga que eu comia.
Levava um rumo indefinido, mas sabia onde ia. A 10 de Janeiro, ele veio cá para fora, para um Mundo azul e verde, coberto de Samba e Jansa. Para um Mundo coberto de Açúcar e especarias. Para um Mundo cheio Bem e Mal.
***
Houve um cruzar de Humores entre cadeiras de baloiço com o Mundo. Ele e EU. 
Tinha um relógio que os ponteiros rodavam à minha vontade, mas nunca paravam. 
Tinha um Jardim na minha cabeça....
Tinha um olho esquerdo e um direito bastantes escuros. O direito era Dele e o esquerdo Meu....

Ria-me ao barulho daqueles ventos que abalroavam o meu prédio de 12 andares, onde eu vivia no 12º andar.
Ao meu olhar, tudo se mudou, mas ao s olhares de outros era tudo normal.
***
Havia alturas que o Mundo girava, e tudo andava sobre umas sapatilhas alegres e rotas, com um sorriso na cara.
As notícias relatavam coisas infinitas, nada de interessante.
Podiam cair raios e chuvas....O mundo virava-se e chocalhava-se a ele mesmo...
E eu? rodopiava...
***
Hoje acordo com esperanças e com um passo cada vez mais pequeno e seguro...
***
Esqueceram-se dos sorrisos das crianças e dos pinos mal dados das mesmas.
Dos campos infinitos e vermelhos das papoilas de Alberto Caeiro. 
Os laços foram-se quebrando e cada coisa andou a seu rumo...
Então e o Mundo?
Não foi feito só por mim nem só por ti, muito menos só por ele e ela. 
Por Nós...
Perdeu-se as ligações das pessoas e o o quadros que um dia pintei de esperança. 
Hoje vou virar costas e  moldar barro e ouvir o Amor que escrevo nos pequenos pedaços de barro que escrevo. 
Vou me por de pernas à chinês e sorrir, porque Amor é o som que toco e canto. Sei que tudo vai ficar bem...


(Continua)

domingo, 14 de março de 2010

Viagens de um Sem Destino #2

É fácil sonhar mas difícil lembrar dos sonhos. Mais limpo e consciente é eu sonhar acordado, tudo se torna aguarela quando se tenta passar para a realidade. As respirações vão rolando com o crescimento das plantas que outrora sementes foram. Venero e como Natureza. Venero e como Ar e Fogo. Umas vezes sento-me parte dela, outras sinto-me Ela. Sim, ela a Natureza que me move e me assobia ao ouvido. Quantas e quantas vezes agarro no meu saco de desejos e caminho em direcção ao Sol, de olhos vidrados e lábios secos. Caminho sem pestanejar e um sorriso bem esboçado na cara. Aquele sorriso de Jardineiro que semeou as suas sementes, e pegadas não deixou.
Vai...corre e semeia...
Aquele Jardineiro que conheci, e me segredou ao ouvido:
Do caroço da maça nasce uma Maça, Do caroço do Amor sai Amor, Do caroço da Vida sai a Sabedoria...
Aquele fiel e Poderoso Jardineiro disse:
...Tudo depende de como tratas das mesmas sementes...
As respirações rolam e tudo se move ao ritmo certo e constante de um chão Castanho e um céu iluminado de violetas e clarões vermelhos...
Tudo se move ao redor de dois batimentos sincronizados de um coração que nasceu para depois parar, mas durante o tempo que bate, a chama perdura e aquece as nossas almas. Aquela cadeira de madeira pintada de vermelho ferrugem, cadeira onde me sento.
Aquele chão mel, castanho e mole, chão onde as sementes semeei-o. Aquelas três velas e um pau de incenso acesos, luz e cheiros onde me refugiu. Aquele baixo ambulante, com um pequeno arranhão de guitarra nos foras de tempo e um cheiro de bateria...Música de Consciencialização.
Aquele que está comigo e nunca ao vejo...Sinto.
Aquele que me segreda Poemas ao ouvido...Escrevo.
Aquele que me diz quando chorar e sorrir....
Aquele que me dá a inchada para as mãos e um campo enorme para cultivar...
Aquele que leva ao colo quando estou cansado...
Divino
Aquele que lança fogo e tempestades
Aquele que Julga e Ensina
Aquele que é Rei, Alpha e Omega, e se manifesta em Luzes, pensamentos, Paz e Fúria.
Deus
Dias em que os olhos me pesam, o inimigo não me faz desistir. E der-repente sinto me de mão dada com alguém...
Alguém cujo os olhos aparentemente são castanhos, mas que ao pé do Sol têm cor de Mel e Fogo, e em que a menina do olho é banhada de verde Natureza e Âmbar.
Aquela que as pétalas são morenas e o seu caule é firme e hirto.
As respirações rolam e vejo cada vez mais gente a cair e a levantar. 
Dentro dos meus olhos tudo se inverte e tudo é cru e respirável. 
Há vezes que vejo esse Jardineiro e ele despreza-me e fica calado. Há dias que esse jardineiro fica cantando. Há dias que ele não sabe mais o que fazer e despede-se do áspero Mundo, e vai sozinho para um palco onde pode contemplar tudo o que semeou. Vai e a respiração dele vai rolando.
O Mundo gira, rebola, tudo se queima e tudo se mistura.
Vejo esse jardineiro por vezes a lutar e a pingar suor como uma cascata, as suas mãos cheias de bolhas, as lágrimas soltas e a regar os seus campos.
Incrivelmente passado três a quatro estações, em dias de Lua cheia e Sol Moribundo, seus campos estão cheios de plantas e Alegria, e o Jardineiro....

Fica sentado de costas para esses mesmos campos a comer maga doce e a beber chá de Camomila, a assobiar...

quinta-feira, 4 de março de 2010

Baloiço...

Vou num baloiço, vou num carrossel.
Á roda, em cima e em baixo.
Os olhos fecham a cada movimento e a cada saborear do vento na cara.
O candeeiro da rua fundido, dois pássaros poisados no fio de alta tensão, o final de tarde e o som da ferrugem dos baloiços.
Vai rindo, vai sorrindo aqueles pensamentos de pessoa vazia e feliz...
Vai caindo o Sol e empurrando a Lua...
O baloiço vai dando cada vez mais balanço...
Vem coisas boas à cabeça, vem coisas alegres e com emoções.
Vou absorvendo cada momento, cada baloiçar...faço de cada movimento um som, cada arrastar de folha no chão com o vento, uma harmonia...vou rindo do nada e do nada vou comendo vento fresco.
Pensamento de liberdade, pensamento de agarrar um balão e voar para bem longe para mais ninguém me ver.
Vou me rindo de mim próprio.
Os sons vão-me soando cada vez mais alto na cabeça, e tudo torna-se a preto e branco.
O estômago dá um nó, a garganta também... Os sonhos mais impossíveis tornam-se em arrepios de energia como orgasmos à flor á flor da minha pele. apetece-me naquele momento saltar do baloiço em andamento e despedaçar o Mundo.
A minha cabeça vai viajando velocidades ainda mais estonteantes, os sons vão-se tornando mais altos a cada minuto que passa...

Quero terra e fogo...
A luz do candeeiro fica cada vez mais intermitente, a minha sombra torna-se em várias, sai-me suspiros, sai-me arrepios. 
Sinto um calor a percorrer as pontas dos meus dedos...e vou me rindo. Um riso meio amedrontado com tantas emoções. Apetece-me rebentar...
Apetece-me correr como um prisioneiro livre pelas ruas, cidades, países, continentes e só parar quando encontrar o nada.
Tudo se desfaz com o apagar da luz...

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Viagens de um Sem Destino...#1

E lá ia o pequeno menino, na sua viajem por terras sábias onde o Sol e o chão se esmurravam e combatiam pelo calor inundado naqueles caminhos. Bem pequeno e magrinho, o menino cansado e de costas ao Sol, assobiava e lentamente trocava os passos com o Solo quente. Passeava e não sabia o seu destino.
Ele pedia prosperidade, pedia água...pedia uma noite fresca que desse para ele afundar os seus traços faciais para refrescar. Ele queria uma sombra, uma estrela para ele contemplar...
Terras sabias de Segredos, Misticismos, de Crónicas de grãos de areia e espaços entre os mesmos grãos.
Terras onde Reis e Comandantes passaram...
Terras onde eu agora me sento e escrevo sobre o Meu Povo...
Escrevo sobre um Espaço que outra foi queimado e destruído pela Inveja e queimado pela ganância.
Hoje vou transformar-me num menino e agarrar num lápis e ao som de cordas e shakers, vou viajar...
Vim um Leão, vi um jasmim, vi um milhão de caminhos, vi Música...
Escrevi páginas e um rebelde, bebi água da fonte.
Fiz viagens com o corpo no mesmo sítio....voei sem tirar os pés do chão...
Se houver Amor o Mel não se acaba....
Bebi chás, ri e dancei...
Quis o Mundo só para mim, mas agora o Mundo tem-me a mim nas suas mãos...
Ambos nos ajoelhamos perante algo transcendente a material físico e orgânico.
Deus...
Natureza...
Ar...
...
Quis ajudar o Mundo inteiro mas agora, é o mundo que me ajuda a mim...
***
Um dia o menino viajou,
riu e chorou,
mas naquela pedra se sentou, 
e ali apreciou...
A noite colocou-se mesmo à frente dele quando ele menos esperava. Abraçou-o de frieza e escuridão...
O céu com pena dele, automaticamente limpou os céus e naquele momento deu me uma estrela, um saco para levar às costas,um tambor, um livro e uma carteira com sementes.
Saco para levar as coisas boas e más às costas....
A estrela para orientar no caminho...
Um livro para a minha Vida...
e as sementes para deixar jardins de beleza por terras áridas...
O tambor para espalhar energias...

 Pela noite fora...Sobre Terras Sábias e escuridão imensa...
O pobre menino teve de fugir...
O Mundo revoltou-se contra os presentes qeu o céu lhe dera...
O mundo persegui-o...
O Menino Fugiu...
Souberam da sua vida, da sua mente sã...
O Mundo rugiu contra ele....
Por terras sábias ele fugiu.
Línguas malditas e olhos esfomeados de inveja...
O corpo dele não teve Paz...
Sua alma no mesmo caminho....
A Sua bendita estrela guio o seu caminho, e as suas ofertas foram com ele...as sementes colocadas e ninguém sabe o que deram...o seu tambor ressoou pelas brechas das árvores e do chão.
o Seu livro foi escrito, a sua saca foi ficando carregada...
Para onde vais menino?
Nunca mais ninguém o viu...Mas a estrela lá continua no céu...e as sementes a dar os seus frutos...

(Mudanças e novos caminhos. reflectiram-se um pouco aqui no meu blogue. Adicionei também a função de páginas e podem ver mais sobre esta pessoa que escreve no blogue.
Obrigado a todos os que continuam a acompanhar o Zion Pavillion.
Este espaço também é Vosso...)

domingo, 17 de janeiro de 2010

Passadas...




(Pequeno clip filmado e editado por mim. Momentos aqui opassados em Londres. O contraste entre o belo e o feio, o movimento e a estatica, a Natureza e a Destruicao Urbana.)
 

(Peço desculpa a todos os meus leitores pela ausência mas quando não à internet não posso fazer nada.  Os textos que escrevi ate aora, seram aora publicados. os textos sao:

Vida vai..Vida vem...

Querido pai

Bau de memorias

Viajens a Chuva...

Equadores cruzados

Passadas..

Espero que leiam e que ostem e comentei todos os textos. A partir de dia 27 ja tenho net outra vez.
Portanto teram muito que ler. Protecção e Prosperidade para todos e obrigado pela compreensão.)


Querido pai...

Aquele olhar era-me familiar. Um olhar seco mas com muito para me dizer. Lágrimas dele nunca vira saírem. Um olhar que diz sempre
Estou velho e cansado…
Custa-me tanto a ouvir aquilo sair duns lábios negros e robustos encaixados numa cara de história e rugosa. Uma cara com cicatrizes da Vida e de trilhos com bons e maus momentos. Solto sempre uma risada para não chorar. Cada vez que a cara dele se desvia não consigo deixar de olhar para ele e tentar transformar-me num pequeno animal que caiba no seu ouvido de orelhas de pobre para ouvir o que ele está pensando e ecoando naquela cabeça de cabelo curto e bem pequena. È raro velo rir à gargalhada mas quando o faz, é algo indescritível. Para além de electrizar tudo o que está à sua volta consegue fazer-nos rir e nunca mais parar.

Homem de poucas palavras e de poucas confianças. Homem de mãos rasgadas pelo maravilhosamente infinito Tempo. Braços marcados pelos estilhaços das granadas rebentarem ao seu lado na guerra. Cabeça rasgada pelo serrote que o seu pai lhe dera quando era mais novo. Um sorriso de marfim e bem branco a contrastar com o seu tom de pele. Mas mais que isso tudo os seus passos na Vida fazem-me calar o meu despertador do meu relógio só para o apreciar.
Deixa-me estupefacto o seu focar de olhos em algo que a muitos passa despercebido. Ele consegue ver, descrever e daquilo criar mais uma porta para as suas ancestrais histórias. Aquele seu parar de mãos nos bolso e pés tortos a olhar para o que ainda não consigo ver. Mas o que me irrita mais é tentar saber o que ele pensa e não conseguir.
Sou um bocado dele e do seu sangue. Sou um fruto dele e sei que quando era pequeno ele me abriu o coração e me colocou um pouco do seu olhar, para quando chegar à altura certa eu ver o que ele vê.
A sua frase que mais me toca e mais me intriga e ao mesmo tempo mais me deixa de um ignorante sorriso na cara…
“Todos temos o nosso dia marcado. Ninguém pode escapar ao chamamento. Até lá temos que cavar até nos doer as costas. E quando doer…iremos cavar ainda mais.”
Pessoa esta trilhada e consumida por tanta coisa que não diz cá para fora…mas ao mesmo tempo só a nossa troca de silêncios faz-me tremer a minha pequena bomba de sangue e faz me arrepiar até ao mais pequeno pelo do corpo.
Não há longos discursos no seu diálogo e não existe a palavra desistência no seu vocabulário. Tenho tanta coisa às vezes para lhe dizer e para lhe contar, mas em vinte e um anos (in) felizmente nunca lhe conseguir dizer nada. Ao mesmo tempo ele nunca me fez pergunta alguma sobre a minha Vida. Mas quando dou mais um passo em frente na minha Vida ele é o primeiro a largar um tijolo e  um corrimão para se eu tiver quase a cair me puder agarrar.
Gostava que ele vise o que eu vejo. Mas ao mesmo tempo sinto por vezes atrás da minha orelha esquerda um toque dele simplesmente a dizer:
“Eu estou aqui a ver-te não te preocupes”


As suas idas e voltas na minha Vida já foram acostumadas pelos meus olhos à quatorze anos. Mas quando estou com ele vêem-me sempre as lágrimas aos olhos de não lhe conseguir falar o que sinto, pois a sua presença é tão grande e importante para mim que me reduzo a migalhas e apenas fico sentado a observá-lo. Pessoa sempre com as palavras certas e no momento certo para as colocar. Nunca disse que o amava e tenho medo de ele um dia partir sem lho dizer. Gosto de o apreciar a fazer os seus afazeres e igualar os gestos e movimentos. Os seus feitos encorajam-me cada vez mais na vida e a um dia dizer-lhe o quanto o amo e o admiro.
Apenas uma vez na vida o ouvi dizer:
“Querido filho, estou muito fraco…”
Foi com esta frase que ganhei coragem e larguei umas lágrimas para escrever isto. Nunca o vejo com os meus olhos de vinte e um anos mas sim com um olhar de menino que parou no tempo. No tempo de 6 anos e sempre o esperou em casa para ele me vire babar e arrancar a orelha e sujar-me de tinta fresca das obras. Agarra em mim e levar-me aos fins-de-semana para a quinta e debaixo da chuva cavar o solo molhado e duro para plantar as batatas, macieiras e pessegueiros.
Sei que ele nunca vai ler isto mas as palavras escondem-se e entranham-se entre os meus dentes com a sua presença.
O amor que ele partilha com o resto da família tira-me o medo de ser o Homem da casa um dia. Seus trabalhos tiram-me o medo de um dia poder estar atrapalhado na vida. Aquele seu abraço seco e ao mesmo tempo quente passa-me sempre uma pequena mensagem de Amor.
No fim disto tudo torna-se a mais infantil criança quando brinca com a minha irmã de 10 anos. Só da vontade de dar-lhe dois murros na cabeça pois ainda consegue ser pior que ela.
Querido Pai…

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Salmos 23


"O Senhor é meu Pastor,
nada me faltar.
Em verdes prados me faz descansar,
e conduz-me às àguas refrescantes.
Reconforta a minha alma,
guia-me pelos caminhos rectos,
por amor Seu Nome.
Mesmo que atravesse os vales sombrios,
nenhum mal temerei, porque estais comigo;
o Vosso bastão e o Vosso cajado dão-me conforto.
Preparais-me um banquete
frente aos meus adversários.
Ungis com óleo a minha cabeça e a minha taça transborda.
A graça e a bondade hão-de acompanhar-me todos os dias da minha vida.
A minha morada será a casa do Senhor ao longo dos dias"

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Carta a Sua Majestade...

Reis e Rainhas, vossas ecxelências, que outrora foram pequenas crianças da Nobreza, que admiraram os grandes vales e montes, riachos de água, pequenos assobios de pássaros.
Reis e Rainhas, olhai hoje para a real merda que temos hoje.
Vossas Majestades, Membros da Real Merda, é com muito respeito que vos digo que tenho um ar que igualmente respiramos, poluído por causa de Suas fábricas.
Vossas Majestades, com muito respeito vos digo que a vossa riqueza dava para alimentar os coitados miúdos da Índia, os Pobres em África e os passa-fome da América do Sul.
Vossas Realezas, a vocês vos digo que andar de Limusina e Coches não vos faz maiores, suas Realeza...
Vocês, com respeito só são grandes quando o Povo está de joelhos implorando por um pouco do seu pão que somos nós que o fazemos e não podemos comer....
Vossas Realezas...olhai para os lados, Oriente e Ocidente e mostrai ao mundo a igualdade e dignidade que o Homem Negro tem com o Branco, olhai para os lados, Oriente e Ocidente e dê água às pequenas crianças que não a possuem...
Vossas realezas que têm filhos, pequenos e lindo príncipes, e com muito respeito Deus queira que nunca lhes aconteça nada...mas olhai para o Mundo que Vossas realezas estão a construir.
Olhai.....

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Dimensões...

Hoje escrevo...amanha não saberei...
ontem chorei...sim, chorei por não saber o que fazer...
Hoje escrevo, escrevo o quê?
Escrevo pinturas de aguarela ao som das cordas de sol que me entrão pelos ouvidos e me enchem a cabeça...
Violentamente corro em direcção nenhuma e derrepente paro!!! Ir para que lado? Mas não existe lado...apenas o infinito...O Sol põe-se...desesperado corro....
Começa a vir-me um orgasmo ao corpo e corro cada vez mais rápido e começo a gritar...esbracejar...sou capaz de dançar a noite toda sem me cansar...mas...
Começa a chover...paro e olho para as minhas mão molhadas como as folhas da manhã enxugadas em orvalho...
Meu Corpo arrefece e começo, sem saber bem o porquê a cantar Poesia..não sei como mas as palavras saem me da boca como borboleas do seu casulo...as lindas rimas são tão inesperadas como o rasgar do Sol atrás das nuvens..
Canto coisas do mundo...

"Ho Terras Sábias...
Que segredos escondem...
Debaixo do Sol frio...
Morrendo de Pobreza...

Oh qui Lindas rimas...
Eu canro para Ti
Oh Meu Deus...
o que será de mim..."

"Quero a Ti agradicer
quero esta letra cantar e escrever
pois eu sei que um dia vou morrer..
pois eu sei que um dia vou morrer"
...e continuam a vir me coisas a cabeça...
Sento me de pernas cruzadas e é tanto o som na minha cabeça que começo a mandá-lo para fora...
de forma crua e nua...vomito música e ela fica com o volume tão alto no meio do infinito que me agarra e me faz correr ainda mais rápido...
o trance no meu corpo é tanto que parece que fico vazio e um sorriso surge me na cara que até me aleija de tanto sorrir...
Sorrir para tal coisa que me está a acontecer... e olho para o chão...um chão de terra molhada e agarro num pau que está ao pé de mim e começo a escrever a primira coisa que me vem à cabeça:

"a medida de uma alma é a dimensão do seu desejo"

algo tão bonito..simples...
e fico contemplando a frase e desenhando pequenas figuras ao lado...
e contemplo
contemplo...
contemplando...
contemplando...
contemplo...
...

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Cores..


De sorriso arregaçado, olhos fechados, pele arrepiada, e ouvindo aquela música que se sente bem cá dentro... é o que eu vejo dentro de mim...algo inexplicável...
Sim...muitas...sim CORES...uma grande misturada mas com um significado único...não vejo mais nada para além de cores...
Por vezes assustador, pois não consigo sair daquela tonalidade...mas ao mesmo tempo é algo orgásmico...
Ao som da música explodir-me cores infinitas que me pintam os sentimentos do momento numa tela sem fundo onde as cores nunca estão quietas...
Mesmo quando sonho...há pessoas que afirmam que nos sonhos só vemos a preto e branco...pois eu não sei...mas lá que vejo tudo a cores lá isso vejo...vejo e crio movimentos, espessuras...
As cores são tão fortes na minha mente que fazem tornados e borram me a mente de tal maneira que fico perdido...cores pesadas, leves, quentes frias, suaves e fortes...
Tento agarra-las mas por vezes elas fogem-me entre os dedos e transformam-se noutras...e derrepente quando a música acaba, ou simplesmente quando abro os olhos...puff....tudo se dissipa no infinito...
Ai cores...

terça-feira, 22 de setembro de 2009

A necessidade...

O Ser capaz mora perto da necessidade...
Capaz de quê?
O Ser tem a necessidade de ver cores assim como colorir...
A necessidade de olhar voar e sorrir...
Agarrar o Sol e aquecer-se sem nos queimar-mos...
A vontade de dançar ao som do silêncio e debaixo de chuva...
Aquela necessidade de querer cantar até que no outro lado do mundo nos ouçam...
A Vontade de agarrar outro corpo e senti-lo perto de nós embrulhados em suor e a emanar calor..
O sentimento de gritar até vibrar todos os grão de areia da praia...
Querer fazer um olhar de infinito e transformar tudo o que vimos em preto e branco...
Querer voar como o pássaro que nunca poisou...
A necessidade de imaginarmos que estamos sozinhos no espaço e fazer-mos aquilo que queremos...
Sentir a liberdade que outrora existiu naquilo que chamamos de paraíso...
A necessidade de ser meigo e carinhoso e ao mesmo tempo uma pessoa que nunca viu a pequena maldade...
A vontade de me ser fogo e vestir-me de nu...abrir os braços e tornar tudo à minha volta belo, invadir as sombras e tira-las da solidão...
A necessidade de transformar tudo em pó...e do pó surgir flores e música...
Sim...abrir os braços e destruir e criar paisagem....
A minha necessidade...
A minha...

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Hoje apetece-me...



Hoje apetece-me ser um pouco de mel misturado com bolacha Maria...

...apetece-me ser uma flor num prado deserto...

apetece-me ser um velho com um sorriso desdentado e com a Vida mais linda do Mundo...

apetece-me ser uma gota de água potável no meio de petróleo...

Apetece-me ser a nota mais aguda no meio de graves...

Apetece-me ser meigo...

apetece-me ser cego e ver as maravilhas...

Apetece-me ser fogo no meio do escuro...

ou então ser água no meio da secura...

...ser um tambor no meio de flautas....

Ser um sorriso para alguem...Ser Sol na Noite...

Ahahahaha....sei lá...Aptece me ser imortal e sorrir

domingo, 8 de fevereiro de 2009

A minha peça...

O meu pequeno mundo...Simples e incompleto...
Um Mundo Intenso e Complicado...

Por vezes penetra no coração das pessoas inconscientemente...a umas pessoas torna-as felizes para sempre...outras apenas por momentos...outras parte o coração....Aos meus ricos 20 anos começo a ter a precepção da minha força e reacção no mundo de inúmeras pessoas...mas infelizmente não consigo controlar...
Continuo a magoar pessoas e irei continuar a magoar aqueles que me amam, que querem tar comigo, que apenas querem um sorriso...tudo por causa da minha "doença"...

A procura da minha peça vital...
não me perguntem o que é...pois eu também não sei
Tenho andado a investigar a minha essência, inspiração, o verdadeiro EU...pois acho que nem eu tenho a noção...
Este meu Mundo em que tudo é tranparente e bonito...tudo é verde, amarelo e vermelho..onde a maldade não existe...
onde abunda Humildade e sorrisos...onde se chora de alegria...
Mas os meus leitores ja reparam que na minha escrita falta...ELA...aquele amor...sim

"This is a man's world, this is a man's world
But it wouldn't be nothing, nothing without a woman or a girl" -James Brown
Onde anda? O meu destino até pode ser sem ELA...ou não!
Mas não me interessa muito isso...
Interessa-me é...as peças...
Aquelas lindas almas que eu curo, e que magoou...
Aquelas harmonias de música e cores...
Qual o meu efeito sobre as pessoas pergunto eu....o que vêem elas em mim?
Tenho sonhos, neste momento sinto que.....O meu Mundo...está incompleto...e a minha doença continuará
Aquela procura continua...
Sinto me a pessoa mais forte do mundo...capaz de modar Sociedade e mentalidades..
Mas aos meu 20 anos...continuo a dizer que não tenho noção daquilo que sou..nem da minha fibra...mas...........
também não quero ter ..pois uma pessoa perde o brilho ao fim de saber que o têm...



Todo o segundo é uma peça do meu puzzle, todos os momentos, as mágoas...depois é só montar as mesmas peças...aí é que chega a segunda parte da minha "doença"...
quando encaixa...ÓPTIMO, quando não encaixa...PROBLEMA!

Tenho os poderes e a concentração..e não sei usar
Estou nesta altura a concentrar-me
Mas...é nestas alturas em que acontece e chove peças e eu...confundido não sei encaixar
e é nestas alturas em que as pessoas me dizem que não sou o mesmo, ando distante...etc
Eu..penso muito e ao mesmo tempo digo que não devo pensar...faço luz nas pessoas e curo essas mesmas pessoas e chego a mim...puffffff
O MEU MUNDO....
As mulheres fazem me falta sim...mas sinto que são uma das muitas peças e não o resultado...e é neste momento que ...
Dizem que sou um "UM SER DE LUZ", "DONO DO SORRISO MAIS LINDO DO MUNDO", "DE UMA FIBRA INQUEBRÁVEL", "VIDA"...

Mas eu não tenho a noção disso...quando ouço essas coisas sinto-me perdido e ao mesmo tempo um Rei...
Mas quando quero usar esse meu poder...ele passa para o inconsciente e ....desconcentro-me
Mais uma das peças que procuro CONCENTRAÇÃO...acho que me vai ajudar nessa minha "doença"...
Procura a CURA do HOMEM...
Faço as pessoas felizes...dou-lhes luz, lágrimas, sonhos, alegria, tristezas...
E essas são umas das minhas peças...mesmo que magoem pessoas...é a minha fibra...
Dou asas à minha alma..para fazer o que quiser neste meu corpo...
Quantas vezes apetece-me gritar...e chorar...dá-me vontade de rebentar com um planeta e dar uma pétala nova a uma flor...

"Estou a escrever isto e a arrepiar-me pois é o que estou a sentir agora"

e fico outra vez perdido à procura das minhas peças e dos seus encaixes...
no final do dia..todo este processo...torna se pesado da minha cabeça...parece que ando sobre vidros..de mãos dadas a Deus...para me ajudar
e tudo isto se torna sonhos e simples com uma sonoridade SOUL nos meus sonhos e cabeça..
é aqui...no inconsciente que os meus poderes se apoderam de mim...fazendo me acordar a meio da noite com vontade de rebentar MUNDOS

Terei eu o Poder de dar Vida e de a tirar?
Ando sempre com um Baú às costas...como uma amiga minha me diz (risos)...
Ando em constante procura de uma explicação...e quando penso que já encontrei torno-me insatisfeito pois...quero mais...a minha sede...cega-me...
Serei um eterno arrepiado cheio de amor e dotado de um sorriso que todagente o torna especial!
Eu por vezes penso que não sou nada normal e que tenho um parafuso a menos...pois o simples facto de acordar já com os instrumentos a criar melodias e perfurantes envolvimentos musicais...acordo de sorriso e a dar graças...
cada passo que dou é um conhecimento...e um aprocura de um Sol...
Observador faz de mim um viciado em olhar para tudo ao promenor e tirar a simplicidade de coisas por vezes quase sem jeito nenhum...
Mas...a minha peça?
onde anda ela?
Feroz, Rápidos, Tom Baixo e Intensos são os meus pensamentos e passos...
Aquela concentração que me é dada por vezes perde-se quando olho para algo lindo...olho agarro e coloco no meu puzzle...dando mais um significado e um tom mais colorido...
Canto...encontrando palavras pelo caminho...dou força aos meus e agarro o Mundo com os meus cabelos fortes e ando à volta com ele...
Dois Reis não vestem a mesma coroa...Duas princesas não são dotadas da mesma beleza...
Indeciso continuo a minha viagem se saco na mão e de tocha na outra...Pois como o meu amigo Paulinho diz: "A vida é só uma pasagem", e é assim que a devemos de encarar...uma Passagem...
Não sei se faço falta cá neste planeta mas adoro cá estar...dou o meu máximo em tudo e coloco o meu pequeno feitiço que nem eu sei qual é...mas fica tudo diferente...
Por vezes fico surdo com o meu bater do coração...
Às vezes dá-me para rir até não poder..outras vezes estou calado que nem uma rocha...umas vezes assobiu como u pequeno pássaro...por outras vezes dá me para correr até gastar as energias...
Sinto me um milagre...sem significado mas com um caminho a seguir..mas há coisas que vejo que me rasgam o coração, e parece bombas na minha cabeça...
deitam-me a baixo e ergo-me como a Fénix renascida...mais forte e mais ardente...
Levo a vida da seguinte maneira:
Pesado e arrepiante como um Baixo...
Pulsante e perfurante como ...os Tambores
Sorrindo como a simples guitarra rítmo...
Assobiando como um orgão...
Cantando como um Roxinol...
Fazendo sorrir e dando esperanças e sonhos...
No fim de plantado toda esta semente...
Fico pensativo e viro costas sorrindo e digo: MISSÃO CUMPRIDA
Sigo caminho...
(risos e lágrimas)


Luz sobre a escuridão*