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segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Variações de um Rebelde #8

Agora vejo a realidade consigo ver o Impossível...
Aquele fogo que passo horas a olhar a olhar sem pestanejar. Mando folhas secas e incensos...Brinco com ele e aperto-lhe a mão.

Terra e migalhas no meu sapato que não me incomodam ao ver tal beleza.
Agora vejo a realidade, consigo ver o Impossível...
As cores do chão a sucumbir-me entre os dedos juntamente com migalhas de areia e barro...O meu lápis e a minha sebenta sujas de palavras que outrora foram ditas mas noutro contexto. Por mim são citadas com consciência e regime Livre onde a única prisão é o carvão do lápis na folha branca e amachucada. Mas para toda a prisão existe uma fuga...Na minha prisão Livre...existe a borracha ou o simples rasgar da folha. Incrivelmente, as palavras surgem-me como contas e formas matemáticas.. Surgem me inspiradas de Palavras de Velhos coroas, velhos escravos que chicoteados foram por agarrarem as suas palavras e Ideais. Minhas palavras tornam-se então a liberdade deles..a Tua Liberdade. Uma Liberdade que fica presa na minha sebenta e Livre para todo o Universo..Palavras que não foram em vão pois foram palavras que ficaram e foram escritas por um ignorante "Leigo" como eu...Por uma pessoa sem o maior conhecimento de geometria e Física Analista, Arquitectura e Análise Paisagística...Mas um "Leigo", que maravilhosamente, desenha geometrias à deriva como barcos de papel que nem ele sabe como os fazer...ri-se dos telhados e das suas telhas geometricamente colocadas e onde eu escorrego nelas e cai-o no chão...e ainda me rio-o da situação.
Não desenho Arquitectura nem muito menos paisagem...Mas gosto da maneira que a Natureza me diz ao ouvido para eu a descrever e devorá-la como se não houvesse amanha. Gosto e aprecio a maneira como Ela se constrói e gosto de me moldar a Ela...



Gosto de a ignorar mas no fundo brincar com ela e deixar-me cair nas suas folhas e lama ...soprar a terra que tenho entre os dedos e respirar a poeira. Pois poeira um dia vou me tornar...em alimento e sementes para um jardim e palco onde outrora disse e volto a dizer que quero que os grandes mensageiros de Paz venham actuar...os Poetas loucos e Viajados escrevam as suas líricas e que os meus Músicos cantem sobre um palco coberto de pétalas e fumos...
Cantem num palco de Vibrações e Energias em que nem eles saibam de onde isto vem...

Que a chuva caia torrencialmente sobre estes chãos brancos cobertos com carvão e deles faça nascer novas inspirações.
Variações de um Rebelde acompanhadas de chás e frio nas costas, fugido sou mas culpado não. Perdi-me sobre os temas de escrita mas com meia dúzia de palavras vou dando as passadas, tentando não tropeçar na minha própria passada...Inspiro novas ondas e expiro sons e tremores...
Doí-me o coração...e fico constipado.
Constipado de ver tanto vírus nos chãos da Babilónia...canibais e inconscientes....
O homem do Leite bate-me à porta e o medo vem me ao corpo de ser mais um falador de fato e gravata à espera de me arrancar mais uma golfada de ar.
Variações de um Rebelde calado e desconfiado...com missão de fazer tudo até ao último dia da vida e nunca na vida saber qual foi essa mesma missão. Perfeito? Santo?..Nunca....
Consciente? Realizado?....malho na chapa quente e a ferver para que tal isso aconteça.
Intervalo...
Chocolate quente, suspiro de um ar frio e um expiro de nevoeiro que cria formas no céu que me faz lembrar os velhos tempo de criança em que mijava no poste em frente à igreja depois da catequese, e ria da vida....pequeno e de cabelo rebelde sempre doloroso de pentear. Olhava por baixo das saias das meninas e brincava com os cães abandonados. Cantava e bailava...
...Flores para a minha querida e amada mãe e mordidelas na orelha do meu Pai Herói.
Aquelas musicas que me faziam agarrar os talheres e expressava com os meus pequenos e fortes braços o que a musica me fazia fazer. Electricamente batucava em tudo até ser castigado de tanto barulho que fazia em casa.
Hoje rebelde, feio e de cabelo igualmente rebelde. Com a mesma electricidade de ritmo mas pouco sorridente. Louco e Pensativo...
Sou consumido por isso mas feliz sou assim. Em vez de parar para ver o desenho na parede, paro para contar quantas pedras de calçada estão no chão assim como nos vastos prados de flores. Estas são as minhas canções sobre um Mundo que não é meu...mas é de todos aqueles que queiram partilhar. Sabedoria e Liberdade são os nossos instrumentos...e as palavras assim surgem...
Venho de longe e para longe um dia vou...queria levar os meus vizinhos comigo...
Mas..


Os lindos pássaros que eu vi não esperam por mim...O comboio espera-me...mas eu vou a pé...
A minha matemática ....filosofia e ideais...
Quero pausar...sentar-me ao final do dia na parte detrás da carrinha...
Olhar para aquelas paisagens e respirar...pensar e pensar e nada me vir à cabeça...Lembrar-me daquelas coisas boas e rir-me que nem um perdido...
Sentar-me e puxar um acento para Deus...e conversar com ele...bebermos um chá os dois e aquecer-mos as mãos naquela fogueira ilegalmente acesa...falarmos e rirmos os dois...respirar-mos...
Antes de ir para casa...beijar o Meu jasmim...sem ter palavras para lhe dizer...
Acender velas ao altar e olhar para o tecto que felizmente me foi dado e lembrar-me daqueles que não tiveram tanta sorte como eu. Atirar conchas ao ar e apanhar vezes sem contas e quando ela cair...voltar a atirar e a apanhar...Tentar fazer barcos de papel sem instruções...contar tempo e partir tempos...compor melodias e criar frases...Criar em inspiração e em Homenagem dos verdadeiros criadores...e no fim ..Mandar isto tudo ao fogo que cozinha as minhas inspirações....
Variações de um Rebelde que nada é e Nada será...mas suas palavras cá ficaram para um dia relembrar o nada já é alguma coisa num intervalo de notas e espaço vazio.

36 comentários:

Rita da Maçaroca disse...

"Antes de ir para casa...beijar o Meu jasmim...sem ter palavras para lhe dizer...
Acender velas ao altar e olhar para o tecto que felizmente me foi dado e lembrar-me daqueles que não tiveram tanta sorte como eu. Atirar conchas ao ar e apanhar vezes sem contas e quando ela cair...voltar a atirar e a apanhar...Tentar fazer barcos de papel sem instruções...contar tempo e partir tempos...compor melodias e criar frases...Criar em inspiração e em Homenagem dos verdadeiros criadores...e no fim ..Mandar isto tudo ao fogo que cozinha as minhas inspirações..." Adorei esta parte Iuri :)

Gosto tanto de te ler, obrigada por me teres avisado sim?*^^
Mano do coração

:)

Iúri Zúluri Revel Regueiro disse...

ritinha..é sempre bom ter te aqui a ler o qeu escrevo...minha maninha.:)

Grenouille disse...

'Que a chuva caia torrencialmente sobre estes chãos brancos cobertos com carvão e deles faça nascer novas inspirações.'

LINDO!
FANTÁSTICO!
palavras ao vento, porque não consigo dizer melhor!

Iúri Zúluri Revel Regueiro disse...

palavras ao vento..hehe esquecime dessa parte..
brigada amiguita beijao

incógnita disse...

As palavras são uma forma de liberdade, uma forma de expressar o turbilhão que se forma dentro de nós... gostei =)

Utopia do ♥ disse...

Adoro, adoro, adoro. **

- jezebel disse...

Que texto bonito, Iuri :)

Né # disse...

os teus textos sao sempre fantasticos. mas este tocou-me particularmente :)

Iúri Zúluri Revel Regueiro disse...

brigada incognita...

Iúri Zúluri Revel Regueiro disse...

eueue

eu tb eu tb eu tb..brigada utopia

Iúri Zúluri Revel Regueiro disse...

oh jezebel..brigada

Iúri Zúluri Revel Regueiro disse...

aserio ne?
entao pk?

Né # disse...

não sei explicar. arrepiei-me ao ler este texto. consegui imaginar-me nesta história. foi lindo mesmo :')

Rita da Maçaroca disse...

Obvio que nao gostaste seu trengo :p e's homem!
Mas sinceramente nao concordo em nada com aquilo e tu sabes bem disso :)

For só uma graça :S

Beijinhos

Iúri Zúluri Revel Regueiro disse...

ahah ne ainda bem

Iúri Zúluri Revel Regueiro disse...

tita es uam croma

Utopia do ♥ disse...

já me meti aqui a ler grande parte das tuas 'gboas vibrações :)
como te descobri, ora.. foi através do blog de alguém q n lembro agora! **

Iúri Zúluri Revel Regueiro disse...

aind abem :)

Patrícia disse...

delicioso *.*




beijinhos amigão!
jah bless (:

Iúri Zúluri Revel Regueiro disse...

ahaha Jah guide

P i i ♥ disse...

Mesmo (: Tem que se viver, o que tiver que acontecer, acontecerá*

Girl in the Clouds disse...

Que texto fantástico!! Kiss

Nii disse...

Perfeito, adorei mesmo *-*

Nii disse...

Perfeito, adorei mesmo *-*

- jezebel disse...

ontem não te apanhei no msn :$
está tudo bem? :)

L.A disse...

"..Mandar isto tudo ao fogo que cozinha as minhas inspirações...."

Just perfect my friend. perfect!

Isa disse...

Pequeno estou bem meu poeta :)
sem sms ! qd tiver envio-te :)
saudades tuas !!
delicia de textos
UM BEIJO BOM 2010 *

katie. disse...

O Natal pode não ter sido tão bom quanto isso mas estás a perseguir um sonho não é? :)
Vim desejar-te boas entradas, mesmo estando aí... um excelente 2010 migo =)
beijinho

Susaninha disse...

FELIZ 2010:)
TENHO A CERTEZA QUE VAIS CONCRETIZAR OS TEUS DESEJOS MAIS ESPECIAIS:)
OBEIGADA PELO TEU BLOG E UM BRINDE A TI E A 2010:)
SUUUUUUUUrrisinhos:)

Iúri Zúluri Revel Regueiro disse...

brigada girl

Iúri Zúluri Revel Regueiro disse...

ahah nii nada e perfeito

Iúri Zúluri Revel Regueiro disse...

la.. brigada

Iúri Zúluri Revel Regueiro disse...

katie..brigada por me apoiares e me compreenderes..minha comapnheira

Iúri Zúluri Revel Regueiro disse...

isa...saudades

Iúri Zúluri Revel Regueiro disse...

ehehe susaninha..tas viva

Rita disse...

Olá :)
Obrigada pela opinião, também gostei do teu blog! :)

Bom Ano Novo, já agora :p