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domingo, 2 de janeiro de 2011

Variações de um Rebelde #27

É quando todo o Mundo roda e as cores se misturam, quando as águas estremecem contra as rochas das falésias, quando o leão ruge, quando os fogos se cruzam e o frio aumenta...
Tudo fica em silêncio e rezo ao fogo para que não me queime...
Sinto a harmonia que os planetas, luas e Sóis trocam entre si...as suas melodias e os seus suspiros.
Durante vinte e cinco minutos o meu pescoço ganha folgo e resistência para virar a minha cabeça e os meus olhos para o vazio. O vazio a quem eu faço perguntas todos os dias. 
Ontem foi diferente....
Céu estrelado, risonho e sereno...ninguém conspirava contra mim (pensava eu) ...
O silêncio cobriu-me de tal modo que se os meus olhos fossem fogo, teria fustigado tal infinito...
Naquele espaço tão mágico que eu medito, havia uma escultura nascida de betão, azulejo e aço...quando dei por mim tinha um Sol e uma Lua, a fitarem-me o olhar enquanto olhava no céu.
Tal Rei e tal rainha raiando os meus olhos, e eu sem resposta dos céus. Deixaram de ser minutos e foram horas, até o meu pescoço e pernas ardem de dores.
Nem um avião, nem um colibri....
Não houve um vento, nem uma estrela cadente...
O silêncio incomodou-me e Deus não me respondeu...
Na minha cabeça corria perguntas e rodízios...
Rugidos e rumbas abertas....
O espaço ficou assombrado, e com o Rei e a Rainha a olharem para mim parecendo que me iam crucificar. 
Das palmas das mãos às palmas dos pés o sangue ferveu... as lágrimas caíram no chão como se fossem ecos de teclados, o coração aumentou o seu batimento de tal maneira que parecia que tudo ao meu redor era câmara lenta...
***
Foi no Amor e no espaço que estava a minha resposta...e foi o fogo que queimou tal criatura que inveja a Princesa de cabelos loiros...
***
Nestas pedras e azulejos deixei uma carta aos céus...carta de respiração e Paz...carta para separar montanhas e blocos de pedras...carta para parar o rebanho e o Pastor...carta para raiar Sol e e agradecer pelas labaredas e pelo fervilhar dos corações que há em redor do meu Pequeno Mundo...Corações em que me inspiro e encontro a coragem e o cheiro a mel, abacaxi, manga, chocolate, jasmim, Terra e Ar...encontro estes elementos para crescer...e um dia...Sim, quando morrer a missão estará cumprida...e será passada às crianças estes condimentos....e neste espaço...que deixo o meu Pequeno coração...ser levado pela Natureza, pois Dela não temo...
***


"Quem tiver medo do frio, aprenda a dançar com ele, aquele que pensa que possui ter o conhecimento total, cairá na ignorância. Aquele que ousa um dia pedir misericórdia sem a dar ao próximo, será fruto matéria vazia dentro de átomos. O que ficar para trás e levar o carneiro aleijado às costas, será um dia transformado em pó para flores, e nos campos será semeado para grandes campos floridos e arremessados de Amor e Paz. Deus não morre..." 

2 comentários:

Catarina disse...

Adoro. Vivemos, devemos dar graças (tou sem imaginação hj dsculpa =X )

Iúri Zúluri Revel Regueiro disse...

na boa catarina..o teu toque é sempre especial