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quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Variações de um Rebelde #34 Abraça-me Mundo

Eu vejo-te a ir com a imensidão do pensamento.
"Porque vais tão longe? Onde Vais?"
Onde vais nesta linda vida guiada de belos cabelos cor de areia e um sorriso pintado de cor de fruta madura?
Há o contemplamentnto dos teus movimentos como se mais ninguém os fizesse. Únicos...
Na inteira Vida que percorres há misturas de cores e vivências. Há tanto mais para dar do que para receber...então caminha...vai com ele.
Ambos feitos de argila em que pela mão de alguém mil efeitos são dados.
Não há dúvida que a felicidade depende de nós próprios e o resto são marés que enchem e vazam com o seu próprio ciclo. Há flores no teu quintal que não sei a sua origem, mas são de uma grandeza inimaginável.
A tua casa construída por Mil-Homens representa a redefinição da borboleta que foste e pousaste no meu caminho onde eu um dia irei passar.
Agarrei-te e coloquei-te suavemente no meu Baú de magia que se encontra coberto pelo meu coração.
"E Tu?"
Coberto de Água, Terra e que desabrochas fogo das tuas entranhas e poluis o ar de Vida...de tal modo que o meu corpo está sujo e imundo da tua matéria. Admiro a tua revolta contra aquilo que deixaste crescer na tua pele.
Os sons, cores, relevos e mística fazem-me levantar e sorrir neste balanço Mundo, faz-me criar cenários e chorar perante este sorriso doce. Enquanto cresces as minhas rugas vão sendo tristeza e razão de chorar e sonhar. São ventos que vão e vêm no som da "cuica"...junta carinho e ternura enquanto eu me vou fazendo em pó e chá para dar de beber à infinita Terra.

Sobe com a tua Mãe de longos cabelos loiros e olhos de lince.

Relembro antes de fechar os olhos a minha grande e calejada mão, a colher frutas para comer e dar de alimento aos meus. Relembro as cores que vejo nas pessoas e as imagens que crio na minha cabeça...
Relembro o infinito chão e o meu tecto coberto de tristezas e estrelas onde os meus braços fazem de baloiço para o teu corpo e davam aconchego ao tom do teu respirar. Tudo fica nublado de tons de cinza e raia arrepios pelo vazio da minha cabeça. raia o prazer de correr sem destinos, o poder de chorar e aliciar pessoas, raia a vontade de cheirar jasmim e semear no meu jardim. Mais que tudo raia a vontade de nadar contra correntes até à exaustão.

Guia me Orientação Perfeita...

...à volta do meu habitat Solitário que tanto lhe peço para que me abrace. O meu local de imensidão e o meu porto de abrigo onde uma só vela estagna como luzeiro e ilumina a minha escura pele.

Essa mesma luz que chama Serenidade àqueles que agora dormem, Luz que arde quando a desordem se instala.

2 comentários:

CláudiaF. disse...

Nem sabes a falta que sentia de me sentar e ler estes "pedacinhos de vida", de sentir as lágrimas a surgirem do nada...talvez não corra atrás da felicidade....

Ana Dória disse...

Um registo de imensa beleza, adorei! Parabéns por este espaço que aqui tem!