"Tempo que urge para a frente é tempo que pode influenciar o Presente"
Ora hoje são...
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quarta-feira, 14 de setembro de 2011
Variações de um Rebelde #36 Meio Mundo vs Meio Mundo
Meio Mundo faz e desfaz a grandiosa atmosfera que tão delicadamente respiramos, consola-me a minha existência e questiona as minhas acções. Proclamo à ordem o outro Meio Mundo que assim como a face escondida da Lua, eu desconheço.
Onde se encontram, onde se misturam?
Cabe aos jardins divididos por ruas, estradas, muros, casas...provocarem-se e conformarem-se com a sua própria existência, cabe a eles reproduzirem-se e unirem raízes, cabe a eles agir e misturarem-se. Da pequena gaivota ao grande filósofo, meio Mundo existe, mas mesmo este meio mundo não é tão grande como transparece ser.
Fez-me serrar o punho. No momento certo fez-me calcar agir, no momento inoportuno fez-me vincar aço e mastigar ossos.
O Vento vou e com ele meia nação de poeiras é transportada e ameaçada contra as arenosas Terras Virgens.
No Meio Mundo há Sol e dia, no outro Lua e Noite, há também, palavras que devoram o tempo que corre nos ponteiros do relógio assim como há acções que envolvem-nos em lágrimas e sorrisos.
Existe Meio Mundo que nos ataca, penetra, ridiculariza, reduz, trava, opõe, rasga, que se cala e destrói.
Penso eu que Meio Mundo não conhece meio Eu Ser, penso eu que há chãos que anseiam ser regados de palavras e inspirações, chãos que eu desejo passar e que nem o meio tempo do compasso chega para pensar no próximo meio tempo que vem.Há meio Mundo que me coça o sótão que há atrás da minha cabeça,assim como outro meio Mundo abre portas e janelas para o inesperado.
Onde se encontram, onde se misturam?
Cabe aos jardins divididos por ruas, estradas, muros, casas...provocarem-se e conformarem-se com a sua própria existência, cabe a eles reproduzirem-se e unirem raízes, cabe a eles agir e misturarem-se. Da pequena gaivota ao grande filósofo, meio Mundo existe, mas mesmo este meio mundo não é tão grande como transparece ser.
"Meio Mundo descobriu-me e descontrolou-me."
Fez-me serrar o punho. No momento certo fez-me calcar agir, no momento inoportuno fez-me vincar aço e mastigar ossos.
O Vento vou e com ele meia nação de poeiras é transportada e ameaçada contra as arenosas Terras Virgens.
No Meio Mundo há Sol e dia, no outro Lua e Noite, há também, palavras que devoram o tempo que corre nos ponteiros do relógio assim como há acções que envolvem-nos em lágrimas e sorrisos.
Existe Meio Mundo que nos ataca, penetra, ridiculariza, reduz, trava, opõe, rasga, que se cala e destrói.
Penso eu que Meio Mundo não conhece meio Eu Ser, penso eu que há chãos que anseiam ser regados de palavras e inspirações, chãos que eu desejo passar e que nem o meio tempo do compasso chega para pensar no próximo meio tempo que vem.Há meio Mundo que me coça o sótão que há atrás da minha cabeça,assim como outro meio Mundo abre portas e janelas para o inesperado.
"Meio Mundo faz-me desesperar e faz-me ansiar até outro Meio Mundo encontrar..."
terça-feira, 30 de agosto de 2011
Variações de um Rebelde #35 Retorno à Calma
Ser e estar seria, um dia, a Vitoria e o desespero dentro de um copo de galão. Do café curto e queimado, à clara e fina camada de leite branco.
Começa quando temos a necessidade de fazer tudo, e o tudo è-nos tão impossível e inviável estando este mesmo à nossa frente.
À sete dias que fazia Sol e o desespero era pedras de calçada numa avenida sem fim e eu ria como uma pequena e traquina criança nos frisos da mesma calçada. Tudo para mim trovejava e era cinzento como a cinza do cigarro do velho barbas marinheiro da praia.
Os meus cinco sentidos estavam apurados como os felinos e a raiva e a irritação eram a montra da janelas do meu quarto.
O próprio Mundo conspirava comigo e soprava ventos dos quatro quadrantes.
De Norte, trazia as temperaturas frias e marés revoltas; de Sul, trazia aquelas suas nuvens tentadas a chorar em cima do povo moribundo; do Oeste, soprava o descontentamento das Américas e os mistérios do Meio do Oceano Atlântico; e de Leste traz as temperaturas quentes e a sensação estranha de que algo irá mudar.
Nas infinitas horas, segundos e minutos que passam, há sempre palavras que ficam, gotas de água que caem sobre o papel, sabores que nos adoçam o espírito...há sempre quem vá e quem fique.
No Caos vou caminhando e a viajem é longa, mas hoje sou...hoje estou...e cada um conta a sua história.
O tempo vem e com ele sento-me à noite admirando o seu rápido movimento e o seu tom de cor...som e contraste.
O Caos acalma com o desaparecer do nevoeiro assim como as marés com o desaparecer da lua...
fica a incerteza...
É inútil vestirmos o fado (fato) daquilo que não somos, é falso fazermos sorrisos de hienas, é comprometedor uma raposa tomar conta de uma capoeira.
Há algo que conspira na minha cabeça...
Hoje levanto-me e o Caos desaparece...
A Calma toma conta de mim e o queixo resguarda o meu ataque à Vida.
O "fiu fiu" é a minha 5a Sinfonia e ao meu vizinho sou o primeiro a dar a mão.
O Deus Natureza faz dos seus planos um ar que corre e que levita entre os meus dedos das mãos.
Deus Tempo corre em cima do grande metrónomo Espacial que separa marés cheias de marés vazias; Sol da Lua; o Calor do Frio...
O Caos...Começa quando tudo o que nos envolve começa a conspirar e a dar-nos belas pedras no caminho para decifrarmos o seu significado...
Começa quando temos a necessidade de fazer tudo, e o tudo è-nos tão impossível e inviável estando este mesmo à nossa frente.
O querer e não puder...
À sete dias que fazia Sol e o desespero era pedras de calçada numa avenida sem fim e eu ria como uma pequena e traquina criança nos frisos da mesma calçada. Tudo para mim trovejava e era cinzento como a cinza do cigarro do velho barbas marinheiro da praia.
Os meus cinco sentidos estavam apurados como os felinos e a raiva e a irritação eram a montra da janelas do meu quarto.
O próprio Mundo conspirava comigo e soprava ventos dos quatro quadrantes.
De Norte, trazia as temperaturas frias e marés revoltas; de Sul, trazia aquelas suas nuvens tentadas a chorar em cima do povo moribundo; do Oeste, soprava o descontentamento das Américas e os mistérios do Meio do Oceano Atlântico; e de Leste traz as temperaturas quentes e a sensação estranha de que algo irá mudar.
Nas infinitas horas, segundos e minutos que passam, há sempre palavras que ficam, gotas de água que caem sobre o papel, sabores que nos adoçam o espírito...há sempre quem vá e quem fique.
No Caos vou caminhando e a viajem é longa, mas hoje sou...hoje estou...e cada um conta a sua história.
O tempo vem e com ele sento-me à noite admirando o seu rápido movimento e o seu tom de cor...som e contraste.
Corro a minha corrida.E no chão farto de folhas e poeira que eu me deito encontro velhas palavras dos falecidos poetas e profetas que imortalizam suas frases, palavras e os seus jardins de inspiração.
O Caos acalma com o desaparecer do nevoeiro assim como as marés com o desaparecer da lua...
fica a incerteza...
É inútil vestirmos o fado (fato) daquilo que não somos, é falso fazermos sorrisos de hienas, é comprometedor uma raposa tomar conta de uma capoeira.
Há algo que conspira na minha cabeça...
Viver e Dar...
Corre-me nas veias este termo...
Viver e Perdoar ...As habilidades do Ser Humano não passam por muito mais que isto, mas infelizmente já estamos carimbados a andar de má Fé e com Ouro nas mãos.
Hoje levanto-me e o Caos desaparece...
A Calma toma conta de mim e o queixo resguarda o meu ataque à Vida.
O "fiu fiu" é a minha 5a Sinfonia e ao meu vizinho sou o primeiro a dar a mão.
O Deus Natureza faz dos seus planos um ar que corre e que levita entre os meus dedos das mãos.
Deus Tempo corre em cima do grande metrónomo Espacial que separa marés cheias de marés vazias; Sol da Lua; o Calor do Frio...
"Não podemos ficar onde não pertencemos pois a realidade do Destino varia mutuamente com o Universo" - By Iúri Oliveira
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Folhas Soltas #5 Conquistadores
"Há mais de mil grãos de Areias e Terras que vincam entre fronteiras e dividem raças e conquistas ...Conquistas por terras, conquistas por par que fizeram brilhar aqueles que por cabos fizeram os seus contornos, por picos montanhosos colocaram suas bandeiras e por terras desabitadas colocaram seus Brazões."
Variações de um Rebelde #34 Abraça-me Mundo
Eu vejo-te a ir com a imensidão do pensamento.
Há o contemplamentnto dos teus movimentos como se mais ninguém os fizesse. Únicos...
Na inteira Vida que percorres há misturas de cores e vivências. Há tanto mais para dar do que para receber...então caminha...vai com ele.
Ambos feitos de argila em que pela mão de alguém mil efeitos são dados.
Não há dúvida que a felicidade depende de nós próprios e o resto são marés que enchem e vazam com o seu próprio ciclo. Há flores no teu quintal que não sei a sua origem, mas são de uma grandeza inimaginável.
A tua casa construída por Mil-Homens representa a redefinição da borboleta que foste e pousaste no meu caminho onde eu um dia irei passar.
Agarrei-te e coloquei-te suavemente no meu Baú de magia que se encontra coberto pelo meu coração.
Os sons, cores, relevos e mística fazem-me levantar e sorrir neste balanço Mundo, faz-me criar cenários e chorar perante este sorriso doce. Enquanto cresces as minhas rugas vão sendo tristeza e razão de chorar e sonhar. São ventos que vão e vêm no som da "cuica"...junta carinho e ternura enquanto eu me vou fazendo em pó e chá para dar de beber à infinita Terra.
Sobe com a tua Mãe de longos cabelos loiros e olhos de lince.
Relembro antes de fechar os olhos a minha grande e calejada mão, a colher frutas para comer e dar de alimento aos meus. Relembro as cores que vejo nas pessoas e as imagens que crio na minha cabeça...
Relembro o infinito chão e o meu tecto coberto de tristezas e estrelas onde os meus braços fazem de baloiço para o teu corpo e davam aconchego ao tom do teu respirar. Tudo fica nublado de tons de cinza e raia arrepios pelo vazio da minha cabeça. raia o prazer de correr sem destinos, o poder de chorar e aliciar pessoas, raia a vontade de cheirar jasmim e semear no meu jardim. Mais que tudo raia a vontade de nadar contra correntes até à exaustão.
...à volta do meu habitat Solitário que tanto lhe peço para que me abrace. O meu local de imensidão e o meu porto de abrigo onde uma só vela estagna como luzeiro e ilumina a minha escura pele.
Essa mesma luz que chama Serenidade àqueles que agora dormem, Luz que arde quando a desordem se instala.
"Porque vais tão longe? Onde Vais?"Onde vais nesta linda vida guiada de belos cabelos cor de areia e um sorriso pintado de cor de fruta madura?
Há o contemplamentnto dos teus movimentos como se mais ninguém os fizesse. Únicos...
Na inteira Vida que percorres há misturas de cores e vivências. Há tanto mais para dar do que para receber...então caminha...vai com ele.
Ambos feitos de argila em que pela mão de alguém mil efeitos são dados.
Não há dúvida que a felicidade depende de nós próprios e o resto são marés que enchem e vazam com o seu próprio ciclo. Há flores no teu quintal que não sei a sua origem, mas são de uma grandeza inimaginável.
A tua casa construída por Mil-Homens representa a redefinição da borboleta que foste e pousaste no meu caminho onde eu um dia irei passar.
Agarrei-te e coloquei-te suavemente no meu Baú de magia que se encontra coberto pelo meu coração.
"E Tu?"Coberto de Água, Terra e que desabrochas fogo das tuas entranhas e poluis o ar de Vida...de tal modo que o meu corpo está sujo e imundo da tua matéria. Admiro a tua revolta contra aquilo que deixaste crescer na tua pele.
Os sons, cores, relevos e mística fazem-me levantar e sorrir neste balanço Mundo, faz-me criar cenários e chorar perante este sorriso doce. Enquanto cresces as minhas rugas vão sendo tristeza e razão de chorar e sonhar. São ventos que vão e vêm no som da "cuica"...junta carinho e ternura enquanto eu me vou fazendo em pó e chá para dar de beber à infinita Terra.
Sobe com a tua Mãe de longos cabelos loiros e olhos de lince.
Relembro antes de fechar os olhos a minha grande e calejada mão, a colher frutas para comer e dar de alimento aos meus. Relembro as cores que vejo nas pessoas e as imagens que crio na minha cabeça...
Relembro o infinito chão e o meu tecto coberto de tristezas e estrelas onde os meus braços fazem de baloiço para o teu corpo e davam aconchego ao tom do teu respirar. Tudo fica nublado de tons de cinza e raia arrepios pelo vazio da minha cabeça. raia o prazer de correr sem destinos, o poder de chorar e aliciar pessoas, raia a vontade de cheirar jasmim e semear no meu jardim. Mais que tudo raia a vontade de nadar contra correntes até à exaustão.
Guia me Orientação Perfeita...
...à volta do meu habitat Solitário que tanto lhe peço para que me abrace. O meu local de imensidão e o meu porto de abrigo onde uma só vela estagna como luzeiro e ilumina a minha escura pele.
Essa mesma luz que chama Serenidade àqueles que agora dormem, Luz que arde quando a desordem se instala.
sexta-feira, 24 de junho de 2011
Variações de um Rebelde #33
A Caminho daquele caminho que me mostraram outrora antes de nascer. Com os passar dos tempos que nunca vivi, as palavras vão ficando cada vez mais confusas, mais dissipadas, mais vastas, como se o azeite e a água se misturassem.
Gostava de um dia puder descrever o teu movimento e ao mesmo tempo decorar cada passo teu, mas (in)felizmente estás sempre a mudar.
Sinto tanta coisa a desaparecer e outras a surgir como se nada fosse, enquanto isso o Sol vai me desfazendo a pele em velhice e rindo-se do meu bronze. Eu , como fugitivo, sinto-me sozinho pois não sei para onde ir, sinto me ser perseguido por algo.
Sou, impaciente pois eu sou o terceiro olho e tu o pó que eu piso, seria uma loucura se não nos tornássemos num Só!
Encontra-me, quero encontrar-me, encontrar o medo e a Glória de respirar Paz e Serenidade para saborear as sementes que plantei.
Ele espia-me no canto, no Céu, no Mar...
Ele faz de mim Velho Silêncio...
Ela dá-me os meigos abraços...
Eu continuo perdido...
Gostava de um dia puder descrever o teu movimento e ao mesmo tempo decorar cada passo teu, mas (in)felizmente estás sempre a mudar.
Sinto tanta coisa a desaparecer e outras a surgir como se nada fosse, enquanto isso o Sol vai me desfazendo a pele em velhice e rindo-se do meu bronze. Eu , como fugitivo, sinto-me sozinho pois não sei para onde ir, sinto me ser perseguido por algo.
Sou, impaciente pois eu sou o terceiro olho e tu o pó que eu piso, seria uma loucura se não nos tornássemos num Só!
Encontra-me, quero encontrar-me, encontrar o medo e a Glória de respirar Paz e Serenidade para saborear as sementes que plantei.
Ele espia-me no canto, no Céu, no Mar...
Ele faz de mim Velho Silêncio...
Ela dá-me os meigos abraços...
Eu continuo perdido...
terça-feira, 24 de maio de 2011
Zion Pavillion: A Melodia do Macumbeiro... #2
Zion Pavillion: A Melodia do Macumbeiro... #2: "'Hum, Quem outrora dissi, c´á minha cásinha era ruela...Era malaico confusão, e...Quem dissi isso, realmenti não viu, não respirou, à minha ..."
domingo, 3 de abril de 2011
Variações de um Rebelde #32
...e é de baixo que trepo até chegar aos Céus. Céus esses que brindo com alegria e coragem, para não entender tudo o que me ronda mas sim, respirar o pouco que me aconchega. De pó somos, em pó nos tornaremos, mas é nos ventos que quero ser enterrado e é nas cores que pintam a Terra, que eu quero ser transformado.
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Variações de um Rebelde #31
Sol é sempre Sol, e a Lua há-de ser sempre Lua...
A lua Brilha por causa do Sol...
Tudo gira...tudo se mistura
No Universo, perto de Deus
Tudo se ouve, tudo é Poesia
Mas por mais que grite
às vezes Ele não ouve as minhas preces.
A Íris do meu olho arde ao ver tal culminar...
Âmbar e aura Dourada
entre pétalas de Jasmim e som de Koras...
Incensos e Velas...
O espaço curva-se perante este altar.
Ir e vir...
Deixar-me derreter como a cera...
Ser ou não ser, Pó?
Agarra-te e fugir...
Encher-me de adrenalina e dizimar apenas com o olhar...
Separar mares e Montanhas...
Dormir..
Transformar a noite no Dia...
Em busca do tesouro
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Variações de um Rebelde #30 Volta Inspiração
Nos quatro cantos do mundo tudo é devastado por frequências imunes à distorção. Vibram os quatro cantos do mundo com tanta beleza e harmonia emanada por as nossas vozes, passos. Imaginem só o mundo sem nós falarmos, apenas os sons dos nossos passos, o respirar e a Natureza a emitir som entre os vales e montes, mares e oceanos...
É dos céus que ruge a minha capacidade de ver, ouvir e sentir...
Tudo é orgasmo e tremor...
É dos céus que ruge a minha capacidade de ver, ouvir e sentir...
Tudo é orgasmo e tremor...
Três incenso, três velas, chá de camomila com mel, o mar à porta e no meu tecto um manto de Universo infinito que hoje até teve e particularidade de me cair em cima e me levar a sensações nunca antes desconhecidas. Levou -me a locais onde o meu silêncio era a única coisa que esse mesmo local pedia. Locais onde só pedia para eu olhar e não tocar. Parece que me estava a querer dizer algo...
Ali sentado a Vê-lo a desabrochar cores e a cair cada vez mais pesado em cima de mim, ao ponto de o vazio ser tão profundo como os veios das palmas das minhas mãos.
Quando mais penso que estou concentrado é quando esse mesmo Universo me empurra cada vez mais para dentro dele.
É nos olhos vidrados e comprometidos que te vejo a perder na escrita e na minha eterna teimosia do querer e não querer.
Sentado, bem no frio e sozinho, entre estes elementos, a estática e o desespero roem-me as orelhas por trás enquanto nas mãos a dormência de pegar num lápis e rasgar os mundo em carvão, torna-se cada vez mais forte.
Nas 24 horas diárias, tudo para mim é tão intenso que por vezes rendo-me aos segundos...e esqueço me de os respirar.
Mas continuo sentado...a ver-te. Na tua luta com as cores que vais harmonizar hoje com a noite, a ver como vais incendiar o âmbar.
Ao fundo do horizonte os veleiros perdidos gozam-me olhar, brincado nas suas derivas...
Mas eu quero mais...
(Não sei se) Desisto do meu egoísmo de querer moldar o Mundo como outrora o fizeram e morreram queimados ...
Moldar o Mundo pelo bem e ser crucificado.
Sentado...os prados verdes fazem-me cócegas na cara com os seus entre-ventos, e os moinhos nos cumes das montanhas giram misturando e enganando a rosa-dos-ventos.
(Não sei se) Vou me deixo cair de costas ou fujo...
Este sítio é tão especial para mim...faz de mim algo em algum lado com alguma coisa à procura de voz.
Faz de mim um existente trovador...
Um pequeno trovador...
Ela foge..e nada fica..
É como os desenhos na areia..
Precisava de ser assim?
Sentado à espera dos meus céus...
Sentado enquanto a inspiração me foge outra vez entre os dedos e o Sol se esconde nestas 18:35minutos...
"Se não sei lidar com a tempestade, posso sempre cantar à chuva"
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